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24/07/2014
15:07

A Argentina passa por forte crise dentro de seu basquete. Nas últimas semanas, muitos jogadores tem ameaçado não participar do Mundial que será realizado na Espanha, que começa dia 30 de agosto. A renúncia de Germán Vaccaro, último presidente da confederação nacional (CABB), após seis anos, teria sido o início de todo problema.

Vaccaro é acusado de má gestão e de não ter utilizado da melhor forma o dinheiro que a entidade recebeu com patrocínios ou com as conquistas.

A gota d'água de todo o problema teria sido a demora dos dirigentes em iniciar um processo de esclarecimento, o que teria revoltado o ala-pivô Luis Scola.

Em entrevista ao jornal Clarín, o jogador do Indiana Pacers detonou tudo que vem acontecendo dentro da confederação.

– Tenho muita bronca, porque os dirigentes nos colocaram nesta situação angustiante. Está bem que se fale mais disso do que se jogará Ginóbili. Se não for feita uma troca drástica, tudo terminará da pior maneira. O Mundial é muitíssimo menos importante do que isso. O que me importa se formos campeões mundiais e, em dois anos, a confederação vai à falência e é destituída da Fiba? Não serviria de nada ganhar um Mundial – declarou Scola.

Ainda em sua entrevista, ele diz que há uns dois anos começou a ver certas coisas, mas tinha dúvidas. Mas hoje não as tinha mais. Que tudo que conquistaram foi mal gasto. E que se isso se converter em um circo, não jogará mais pela seleção.

– Essa CABB não me gera nada. Não quero ser cúmplice de algo tão tenebroso. Esse é meu direito. Se não jogar o Mundial, será por culpa de uma gestão horrível. E será uma desilusão, porque faz 15 anos que estou na seleção principal, onde me sinto bem e me encanta estar.

Questionado sobre a repercussão de seus comentários, Scola diz estar tranquilo e que não poderia ficar de cabeça abaixada diante de toda essa situação. Ele ainda teve a aprovação do astro Manu Ginóbili que publicou uma mensagem de apoio ao compatriota.