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25/04/2014
18:59

Já era noite quando Gilson Kleina entrou na sala de imprensa da Academia de Futebol nesta sexta-feira. Depois do treino, que começou às 15h30 e terminou cerca de duas horas depois, o técnico teve uma longa reunião com a diretoria. Um dos principais assuntos, claro, era a possibilidade de perder o atacante Alan Kardec para o rival São Paulo.

O clube do Morumbi já fez uma proposta ao Benfica (POR), dono dos direitos econômicos do artilheiro, e também tem acerto salarial com ele. O Verdão, por sua vez, tem acordo encaminhado com os portugueses, mas sofre para atender aos desejos de Kardec quando o assunto é o salário.

- O que eu sei é que eu quero contar com o Alan Kardec. Conversei com a diretoria, eles estão mobilizados, fazendo todo o esforço para renovar. Esse é o posicionamento. Se tem especulação, outra informação, não chegou a mim. A gente espera ter o jogador que está sendo um dos nossos melhores. Ele também está sentindo, afeta o lado emocional. Mas ele mesmo assim fez o gol que nos deu a vitória contra o Criciúma. O retorno que estou tendo da diretoria é que está sendo feito de tudo para que ele continue - disse o treinador.

O jogador não deverá enfrentar o Fluminense, neste sábado, no Pacaembu. O departamento médico alviverde afirma que ele deixou o treino de quinta-feira antes do fim porque sentiu uma crise de gastrite. Nesta sexta, alegando um incômodo ainda maior, Kardec nem foi ao centro de treinamentos.

- Várias coisas foram conversadas com o Omar, uma delas era o Alan, o estado de saúde. Vamos aguardá-lo. Ele está sendo tratado. É uma referência para nós. Ontem (quinta-feira), ele aguardava para fazer o trabalho tático, não conseguiu, e a gente trabalha de outra maneira. É um jogo de suma importância para nós - acrescentou Kleina, que afirma não estar preocupado com o limite de sete jogos que impediria Alan Kardec de defender outro clube no Campeonato Brasileiro caso ele não acerte com o Verdão.

- Não estou pensando em limite de jogos, estou pensando é na saúde do Alan. Ele não está bem, o que provocou isso foi o lado emocional e temos que respeitar. Foram dois dias em que ele não trabalhou, e se não houve uma evolução fica mais difícil. Neste momento queremos a melhora dele de saúde - declarou o técnico.