icons.title signature.placeholder Frederico Ribeiro e Thiago Fernandes
03/03/2014
11:09

Emprestado ao Goiás, Léo Bonatini é uma das apostas do Cruzeiro para a próxima temporada. O centroavante, de 19 anos, tem contrato com o clube mineiro até 2016 e, embora evite falar sobre o retorno à Toca da Raposa 2, ele revela que sonhou – mesmo que sem muita ilusão – em substituir Vinícius Araújo, negociado com o Valencia (ESP), no fim de janeiro.

– Eu fiquei sabendo assim, por meios de internet mesmo da saída dele, se eu te falar que não pensei, poderia estar mentindo, mas não criei nenhuma expectativa, porque tenho empréstimo até o final do ano e eu aceitei vir para cá sabendo que teria dificuldades de vir para cá – contou.

Apesar do rápido desejo de atuar pelo time de Belo Horizonte, o jogador garante que a sua vontade neste momento é se destacar pelo Esmeraldino. Em conversa com a reportagem do LANCE!Net, ele falou sobre a carreira e também o que espera quando voltar ao Cruzeiro.

Confira, abaixo, o bate-papo com Léo Bonatini:

L!Net: Quando o Vinícius Araújo foi para o Valência, se empolgou com a possibilidade de voltar para o Cruzeiro?
Eu fiquei sabendo assim, por meios de internet mesmo da saída dele, se eu te falar que não pensei, poderia estar mentindo, mas não criei nenhuma expectativa, porque tenho empréstimo até o final do ano e eu aceitei vir para cá sabendo que teria dificuldades de vir para cá.

L!Net: O que pensa sobre voltar para o Cruzeiro no fim do ano?
Quero jogar até o final da temporada pelo Goiás e se acontecer de eu voltar para o Cruzeiro, só tenho que trabalhar. Mas neste momento estou me preocupando com o Goiás e estou pronto para jogar Brasileiro, Copa do Brasil e Sul-Americana, que são torneios que me darão visibilidade. Minas a visibilidade é um pouco maior, mas é uma boa oportunidade no Goiás também.

L!Net: Tem acompanhado o Cruzeiro na Libertadores?
Com certeza. Torço pelo clube que tenho contrato, tenho carinho muito grande pelo Cruzeiro e vou torcer para o Cruzeiro ser campeão. Vi o jogo entre Cruzeiro e Real Garcilaso e fiquei chateado por tudo o que aconteceu com o Tinga, porque ele foi uma das pessoas que mais me ajudaram, me deu dicas.

L!Net: Há algum centroavante parecido contigo no elenco do Cruzeiro?
Acho que parecido, não tem ninguém. Sou um centroavante um pouco Moreno, bola ali na frente, igual acontecia com o Walter no ano passado, alguém que segura a bola. Eu finalizo bem com as duas pernas e sou um jogador inteligente, com leitura de jogo. Sou finalizador, fazedor de gols mesmo.

L!Net: Traçou alguma meta no Goiás?
Nossa meta é levar um desses títulos, vamos pegar o Botafogo da Paraíba, mas não podemos escolher. Nossa realidade é pegar time menor, com campo ruim, no Goiano. Mas nossa meta é esse jogo contra o Botafogo-PB. Mas acho que temos um elenco de jogadores que querem ganhar.

L!Net: Hoje o Goiás joga com um esquema sem centroavante. O treinador já cogitou mudar a formação?
Assim, não cogitou mudar o esquema, mas nunca cogitou não mudar e manter o esquema até o final. O Claudinei é um treinador muito inteligente, durante todos os jogos ele mexeu super bem, não só comigo, mas com outros jogadores. Novo, mas experiente, com essa percepção. Não é treinador que vai morrer abraçado com esquema, tem o elenco na mão, todos gostam dele e acho isso importante, manter essa relação. Fico feliz de trabalhar com um profissional da altura dele.

L!Net: Na janela de transferências do início do ano, surgiu alguma possibilidade de ir para outro clube?
Surgiram, assim, conversas para fazer transferência. Mas foram coisas que não gosto de comentar nem nada. Mas em relação a minha expectativa era vir para o Goiás ou ficar no Cruzeiro. É um clube que me deu chances e me sinto bem, praticamente a minha segunda casa. Tenho prazer de sair da minha casa e vir aqui treinar. Queria continuar no Goiás caso o Cruzeiro não queira me aproveitar em 2014.

L!Net: O que você pensa para 2015, quando voltará ao Cruzeiro?
Eu tenho contrato com o Cruzeiro até 2016, acho que um bom rendimento, as coisas começam a fluir e aparecer. Ter passaporte italiano é uma vantagem, mas não quero pensar em 2015, quero trabalhar em 2014 e aparecer no cenário brasileiro, mundial e conquistar meu espaço no futebol brasileiro.