icons.title signature.placeholder Rodrigo Vessoni
25/06/2014
07:56

Enquanto ingleses são atacados e perdem suas bandeiras, barra bravas chilenos e argentinos e ultras do leste europeu (principalmente dos países da ex-URSS e ex-Iugoslávia) aproveitam a viagem ao Brasil para se aproximar das nossas torcidas organizadas. Uma aproximação que se torna intrigante diante da história de algumas delas.

Por meio de uma foto divulgada em redes sociais ligadas às organizadas foi possível saber que um representante da "Torcida", do tradicional time croata Hajduk Split, foi à sede de uma torcida do Palmeiras - nome em português foi dado por um dos fundadores que passou pelo Brasil na década de 50. Além da forte influência em questões políticas, inclusive com a participação na guerra que fez a Iugoslávia virar seis países em 1990, a "Torcida Hajduk Split" mantém sua ideologia de extrema direita e racista com um subgrupo chamado White Boys (Meninos Brancos).

Há alguns anos, membros da "Torcida" foram identificados nas ruas de Split com camisetas que traziam os dizeres ‘Hajduk Jugend’, termo em alusão direta à ‘Hitler Jugend’ (HJ), organização paramilitar do partido nazista alemão. Isso sem falar na retirada de uma bandeira confederada do exército sulista dos EUA do estádio do clube. As autoridades do país interpretaram a bandeira como símbolo de animosidade contra os negros - no século 19, americanos do Sul entraram em guerra contra os compatriotas do norte pelo direito de escravizar para manter mão de obra.


No Rio, barra bravas do Vélez (ARG) tiveram ajuda de logística de uma das organizadas do Fluminense. Ainda na Cidade Maravilhosa, uma das uniformizadas do Vasco deu abrigo aos barras bravas da La U, do Chile. Em Belo Horizonte, cruzeirenses e barras do San Lorenzo (ARG) viveram em harmonia. Os barra bravas são considerados os torcedores mais violentos do futebol argentino.Houve ainda encontros de uma organizada do Corinthians com membros de ultras croatas, inclusive, dentro da Arena em Itaquera.

QUEM SÃO ELES...
Hooligan: termo usado em alguns países europeus, principalmente na Inglaterra. Barra bravas: grupos da América do Sul, sobretudo na Argentina e Uruguai. Ultras: grupos encontrados nos países latinos da Europa (principalmente na Espanha e na Itália) e em países do leste europeu (principalmente em países da ex-URSS e ex-Iugoslávia). O que torna esses grupos semelhantes é o fato de estarem associados a um clube e por serem compostos de torcedores de classe média baixa. A distinção encontra-se na filiação política, religiosa e étnicas. O caso dos Ultras é mais evidente, já que se exalta o nacionalismo e, na maioria dos casos, estão ligados à ideologia de extrema direita, como o fascismo.