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16/04/2014
16:21

Uma decisão da Justiça da Argentina beneficiou a ONG Hinchadas Unidas Argentinas, que reúnem barras-bravas de várias equipes daquele país, no sentido de impedir a divulgação das identidades dos torcedores considerados violentos que pretendem vir para o Brasil durante a Copa do Mundo.

Débora Hambo, advogada do grupo de barras-bravas, pediu à Justiça que o Estado argentino não passasse informações algumas sobre torcedores do país às autoridades brasileiras e à Interpol. A medida cautelar foi deferida pelo Judiciário do país vizinho.

- Se tomou essa decisão para evitar a perseguição que os torcedores sofreram na África do Sul - disse ao diário "Clarín" a advogada Débora Hambo.

A ONG é composta por 38 grupos organizados. Eles garantem que viajarão uns 650 torcedores ao Brasil.

- Haverá 10 ônibus, saindo de vários lugares do país como Mendoza, Córdoba e Rosário. Também já está decidido que o grupo acampará em Porto Alegre, em um prédio do Internacional - revelou a advogada.

Segundo os próprios barras-bravas, a viagem será bancada com dinheiro próprio da ONG. Além disso, garantem que nem todos os torcedores viajarão com ingressos e que estes serão adquiridos já no Brasil. No entanto, na Argentina, sempre há a suspeita de ajuda oficial por parte dos dirigentes do futebol e até de políticos do país a estes grupos.

Ao mesmo tempo nenhum recurso será impetrado pelo governo contra a medida cautelar que protege os barras-bravas. Isso foi confirmado pelo chefe de gabinete da presidência argentina, Jorge Capitanich.

- Obviamente que nós não opinamos sobre essas decisões, ou sobre o conteúdo das mesmas. É uma decisão judicial que respeitamos - disse Capitanich em coletiva de imprensa.

Embora não queiram tomar providências contra a decisão que protege a identidade dos barras-bravas, Capitanich disse que o governo do país luta contra a violência nos estádios de futebol.

- Nós queremos erradicar a violência no futebol e também, obviamente, identificar os autores que estão ligados aos episódios violentos para que a eles se apliquem a lei - disse o chefe de gabinete.