icons.title signature.placeholder Luis Fernando Coutinho
24/07/2014
18:35

A única experiência que Anthony Johnson teve lutando no Brasil representou também a última derrota do lutador. O americano, que depois daquele dia 12 de janeiro de 2012 emplacou sete vitórias na carreira, voltou ao maior evento de MMA do mundo em abril e após o triunfo contra Phil Davis pretende bater Rogério Minotouro para se manter no topo da categoria dos meio-pesados. Para isso, ele sobe ao octógono do UFC: Lawler x Brown, neste sábado, em San Jose (EUA), com a missão de manter forte dentro de si o aprendizado que teve ao ser derrotado por Vitor Belfort no Rio de Janeiro, há dois anos.

Em entrevista ao LANCE!Net, o americano fala sobre a relação com o brasileiro, que depois da vitória por finalização se tornou seu companheiro de treinos na Blackzilians, e explica como foi ser demitido do Ultimate naquela luta.

- Só lembro que naquele dia deixei todo mundo desapontado. Isso me doeu muito. Meus amigos, família, equipe, UFC... Só o que lembro é que desapontei a todos. O que transformei dentro de mim é que nunca mais quero sentir aquilo de novo. Minha relação com o Vitor é boa. Treinamos juntos, não temos nada um contra o outro e no final das contas somos veteranos e sabemos que se trata de negócios. Nunca tive nada contra ele e é tudo um trabalho. É só isso o que aprendemos. Não foi nada pessoal - declarou Anthony, em conversa por telefone.

Sobre o confronto com Rogério Minotouro, Johnson avaliou o estilo do brasileiro e acredita que o jogo de boxe afiado do baiano favorece para que o combate a seja mais aberto e se mantenha de pé.

- Acho que o estilo dele me ajuda muito, mas também acho que é isso o que os fãs querem ver. É isso o que eles querem e vou dar exatamente o que eles querem. Se Minotouro quiser trocar, será uma luta divertida. Vou estar com a mão pesada - afirmou.

Anthony Johnson enfrenta Rogério Minotouro neste sábado (FOTO: UFC)

Confira um bate-papo com Anthony Johnson
Você gostaria de lutar no Brasil de novo?
Adoraria lutar no Brasil outra vez. É um ótimo país e quando estive lá tudo foi ótimo. É exatamente a atmosfera que gostaria de ter sempre que estivesse lutando. Fora que o Brasil é responsável pelo nascimento do MMA.

Como você se vê na categoria se vencer Minotouro?
Não sei, não penso muito nisso e só estou focado na minha luta com Minotouro por enquanto. Minha missão é enfrentá-lo e não pensar no próximo.

O que você achou do casamento da luta entre Jon Jones e Daniel Cormier?
Será demais essa luta. Será algo que os fãs certamente vão adorar ver. Não sei quem vencerá. Estou feliz por Daniel, ele trabalhou muito por isso e merece.