icons.title signature.placeholder Felipe Mendes
14/03/2014
11:15

Em fevereiro de 2008, Joanna Maranhão revelou em entrevista que sofreu abuso sexual aos 9 anos de idade por um treinador de natação. Seis anos depois, a agora ex-nadadora trabalha para ajudar crianças que são molestadas sexualmente. Ela vai criar a ONG Infância Livre, que dará suporte às vítimas com vários serviços, em Recife (PE), sua cidade natal.

- Teremos terapia, fisioterapia, fonoaudiologia, prática desportiva, suporte jurídico, além de ações preventivas e informativas para a população - disse Joanna que, atualmente, faz estágio em Recife no Nikita/Sesi, equipe que defendeu na maior parte de sua carreira, pois pretende dar aulas de natação para crianças.

A ex-nadadora surpreendeu o Brasil ao revelar que havia sido molestada ainda criança. Ela, no entanto, não disse o nome do acusado. Dias depois, porém, sua mãe, Teresinha Maranhão, revelou que Eugênio Miranda, técnico de Joanna dos 6 aos 9 anos, fora o agressor. Ele impetrou uma ação na Justiça por difamação.

Só faltou o ouro! Relembre a carreira de Joanna Maranhão

Embora o processo ainda não tenha encerrado, em 2012 a presidente Dilma Rousseff sancionou uma lei, apelidada de Joanna Maranhão, que altera o prazo de prescrição dos crimes de abuso sexual praticados contra crianças e adolescentes. Agora, o prazo não é mais contado a partir da data do crime e sim quando a vítima completar 18 anos. A menos que uma ação penal tenha sido impretada antes disso.

- Todas as emoções relacionadas ao eventos traumáticos que passei foram retiradas na terapia. Logo, hoje meu passado não me assombra, não desencandeia crises de pânico, só me fortalece pra erradicar esse mal - afirmou a ex-nadadora.