icons.title signature.placeholder Fellipe Lucena
02/02/2015
08:03

Zé Roberto trabalha no Palmeiras há pouco mais de três semanas, mas já começou a apresentar o resultado que Oswaldo de Oliveira esperava ao indicá-lo. Não tanto pelas (boas) atuações na lateral esquerda, mas principalmente pela postura de líder que o técnico faz questão de instigar desde o primeiro contato com o grupo atual.

A liderança do jogador é natural, mas Oswaldo fez questão de mostrar ao grupo logo no primeiro contato que ali estava o comandante do exército, termo utilizado pelo próprio Zé Roberto. Entregar-lhe a tarja de capitão foi só uma das medidas adotadas pelo técnico.

- No dia da reapresentação, o Oswaldo fez questão que o Zé falasse com o grupo. Ele deu a palavra dele, passou a experiência que tem. O Oswaldo é um craque em juntar experientes e jovens e fazer dar liga - contou o volante Gabriel, ao LANCE!Net.

Sábado, antes do jogo contra o Audax, o veterano deu uma preleção que o clube trata como "histórica". Chamou o presidente Paulo Nobre, o diretor Alexandre Mattos e todos os membros da comissão técnica para a roda dos atletas, discursou e deu o aviso: "Precisamos resgatar a grandeza desse clube!".

Ele lembrou o grito de "au, au, au, Edmundo é animal" e disse que sonha em, um dia, ser exaltado dessa forma pela torcida palmeirense. A vibração contagiou os jogadores (o time já vencia por 3 a 0 aos 35 minutos do primeiro tempo), a comissão técnica (Oswaldo diz ter ficado arrepiado do início ao fim do jogo), a diretoria (a satisfação de Nobre fica evidente nas imagens divulgadas pela TV Palmeiras) e a torcida (mais de 140 mil pessoas visualizaram o vídeo).

- Sinceramente, foram palavras que saíram do coração. Temos um grito de guerra: o Palmeiras é grande. Iniciamos nosso ano assim e vamos terminar assim - contou Zé.

O discurso de Zé Roberto:

Os historiadores dizem que quando um exército sai para uma batalha tem um grito de guerra. Nesta tarde a gente criou um grito de guerra. Sabe qual é o grito de guerra? Bate no peito do amigo do seu lado e fala para ele: O Palmeiras é grande!

Precisamos resgatar a história que está na parede desse vestiário. Me arrepiava quando eu vinha jogar aqui contra o Palmeiras e a torcida começava a cantar: "Au, au, au, Edmundo é animal!". Precisamos resgatar o espírito de animal. O Palmeiras é grande. Para o Palmeiras ser grande, precisa de um exército. Estou vendo um exército reunido aqui hoje.

Hoje começa uma guerra e vamos entrar para ganhar. Sabe por que? Precisamos resgatar a grandeza desse clube. O Palmeiras é grande! Esse é o nosso grito de guerra. Hoje começamos uma nova história dentro desse clube. Sabe por que? Porque eu quero ver a minha foto dentro desse vestiário. Se você também quer, começa a lapidar suas armas. Vai vir Audax, vai vir Ponte Preta, vai vir Corinthians. Eles vão ver o exército que se levantou aqui hoje!

Vamos trazer a nossa torcida ao nosso encontro. Porque eu também quero ver a torcida gritar: "Au, au, au, o Zé Roberto é um animal". "Au, au, au, o Renato é um animal". "Au, au, au, o Lucas é um animal". "Au, au, au, o Fernando (Prass) é um animal".