icons.title signature.placeholder Luiz Gustavo Moreira
06/06/2014
18:22

A Inglaterra procurou, procurou e, enfim, achou um goleiro confiável para defender o English Team na Copa do Mundo. Depois de sofrer com goleiros medianos ou na reta final das carreiras nos últimos mundiais, o técnico Roy Hodgson confia nas habilidades de Joe Hart, titular do Manchester City (ING) e bicampeão da Premier League, para acabar com o problema que assolou a seleção inglesa nas últimas três Copas.

Entretanto, Hart não começou a temporada 2013-2014 muito bem. Com sucessivas falhas, perdeu a posição para o romeno Costel Pantilimon. Aos poucos foi retomando a confiança e terminou como titular da equipe de Manuel Pellegrini. No total, foram 38 jogos pelo Manchester City e oito pela seleção da Inglaterra, com 46 gols sofridos - média de um por partida.

- Olhando para as melhores seleções inglesas do história, sempre contamos com goleiros que a crítica considerava um dos melhores da Europa ou, no caso de Gordon Banks, do mundo. Hart faz defesas que um goleiro normal não faz. Isso bota sua equipe um patamar acima, além de trazer confiança - disse Roy Hodgson, recentemente.

Além de Hart, foram convocados Ben Foster, do West Bromwich (ING), e Fraser Forster, do Celtic (ESC).

Confira abaixo um resumo do sofrimento inglês nas últimas Copas do Mundo:

ERA DAVID SEAMAN

A Copa da França, em 1998, foi a última que a Inglaterra contou com um goleiro em boa fase. Apesar de já ter 34 anos na época, David Seaman vinha de temporada vitoriosa com o Arsenal (ING), quando o clube de Londres conquistou a Premier League e a FA Cup.

Na Copa seguinte, em 2002, na Coreia do Sul e no Japão, Seaman também tinha acabado de conquistar o "double" - como se chama a conquista da Premier League e da FA Cup na mesma temporada -, mas ficou fora de praticamente metade da temporada 2001-2002. E na Copa, se notabilizou pela falha no gol de Ronaldinho Gaúcho, nas quartas de final, que decretou a eliminação do English Team.

PAUL ROBINSON EM 2006

Com uma verdadeira geração de ouro em mãos, num time que contava com Beckham, Lampard, Gerrard, Terry e Rooney, por exemplo, o técnico Sven Goran-Eriksson tinha no gol o seu principal problema. O mediano Paul Robinson, que atuava pelo Tottenham (ING), era o dono da posição, mas não inspirava confiança em ninguém. Robinson nem foi tão mal na Copa e sofreu apenas dois gols em cinco jogos, mas o English Team acabou eliminado nas quartas de final, nos pênaltis, por Portugal.

CALAMITY JAMES NA ÁFRICA DO SUL

Já com 39 anos, David James, do Portsmouth (ING), foi chamado pelo técnico italiano Fabio Capello para a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, dando calafrios na torcida inglesa. Afinal, David recebeu o apelido "Calamity" no início da década de 90 após diversas falhas com a camisa do Liverpool (ING).

Inicialmente, ele seria reserva, mas um frango de Robert Green na estreia inglesa contra os Estados Unidos, decretando o empate por 1 a 1, acabou lhe dando a vaga de titular. James não sofreu gols contra Argélia e Eslovênia, mas sofreu quatro contra a Alemanha, na derrota por 4 a 1, nas oitavas de final.