icons.title signature.placeholder Marco Carvalho
14/11/2013
12:31

Quando Alicio Pena Júnior assinalou pênalti a favor do São Paulo na partida diante do Flamengo, na última quarta-feira, em Itu, os olhos dos são-paulinos voltaram-se para Rogério Ceni. Ídolo incontestável da torcida, o goleiro-artilheiro havia desperdiçado as suas últimas quatro cobranças, contra Bayern de Munique (ALE), Portuguesa, Criciúma e Corinthians, e perdera o posto de batedor oficial do time.

Na partida diante do Internacional, válida pela trigésima primeira rodada do Campeonato Brasileiro, a equipe paulista teve duas penalidades máximas assinaladas e o escolhido por Muricy Ramalho para assumir as cobranças foi o atacante Aloísio, que converteu ambas e ainda anotou um gol com bola rolando, na vitória por 3x2, no Estádio Centenário, no Rio Grande do Sul.

Com a ausência do "novo" batedor – poupado em razão de dores musculares –, o capitão tricolor bancou a responsabilidade e, com a cobrança firme, no canto direito do goleiro Paulo Victor, correspondeu às expectativas dos quase 16 mil torcedores presentes no Estádio Novelli Junior, no interior paulista.

– Você tem que fazer. Depois que você perde quatro, se você perde os caras te matam. O Muricy determinou que eu batesse, o Aloísio não estava presente. Hoje (quarta-feira) consegui fazer o gol, que nos ajudou. Quem pega a bola e assume a responsabilidade está sempre entre uma linha estreita de sucesso e fracasso – afirmou o goleiro.

Com o gol marcado e o fim do jejum pessoal, Rogério Ceni pode voltar a ser opção para as cobranças e recuperar o posto "roubado" por Aloísio. Aos 40 anos de idade e indeciso sobre o fim da carreira, o goleiro pode, ainda, voltar a ser também artilheiro.