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11/03/2014
21:33

O Santos decidiu acionar o Ministério Público do Estado de São Paulo a fim de identificar e punir os responsáveis pelas ofensas racistas contra o volante Arouca na última quinta-feira, no Estádio Romildo Ferreira, em Mogi Mirim. Após a vitória por 5 a 2, o jogador foi chamado de "macaco" por alguns torcedores do time da casa.

Em documento assinado pelo presidente do Peixe, Odílio Rodrigues, o clube pediu a instauração de inquérito policial a Paulo Sérgio de Castilho, da Promotoria de Justiça Criminal do Estado de São Paulo. Segundo o site oficial do Santos, em conversa por telefone, Castillo informou que o Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, está acompanhando o caso de perto e pediu ao Ministério Público uma atenção especial na investigação.

- Não podemos deixar que violências como essas caiam no esquecimento, e só voltemos a falar quando aparecem mais casos e vítimas. Está na hora de darmos um basta. Violência e racismo devem ser definitivamente banidos do futebol e da sociedade - afirmou o presidente alvinegro.

De acordo com Odílio, o Peixe recebeu diversas manifestações de apoio nos últimos dias. Dentre os diversos telefonemas, um foi de Diogo de Sant’Ana, chefe da assessoria especial da Secretaria-Geral da Presidência da República, em nome da presidente Dilma Rousseff, convidando Arouca para uma cerimônia em Brasília, nesta quinta-feira, para participar de uma campanha, junto com o jogador Tinga e com o árbitro Márcio Chagas da Silva, ambos vítimas de racismo também.

- Queremos que os autores desse crime sejam identificados e respondam criminalmente pelos seus atos. Não podemos aceitar que os clubes sejam penalizados, por causa de mal feitores disfarçados de torcedores.Punir os Clubes com perdas de pontos e de mandos de jogos não é a solução. Está mais que provado que ações como essas não tem se mostrado eficientes e nem eficazes para acabar com a violência e nem com o racismo em nossos estádios. Só servem para contribuir com a impunidade. É preciso que se investiguem os casos a fundo e que os culpados sejam levados à Justiça, para que paguem pelos seus crime - disse Odílio.