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17/07/2013
08:02

O grupo político Resgate Santista, que apoiou as duas eleições do presidente Luis Alvaro Ribeiro no Santos, anunciou nesta quarta-feira que não apoia mais a atual diretoria do clube.

As lideranças da Resgate discordam de algumas decisões recentes da cúpula alvinegra e alegam que as recentes demissões no clube tem caráter político e são feitas a mando de três membros do Comitê de Gestão, apelidados de “Vila Rica”: Pedro Luiz Conceição, Caio de Stefano e Luciano Moita.

E MAIS:
> Jubal rescinde com o Vila Nova e se aproxima de acerto com o Santos
> Um Pé na Vila: Política atrapalha negociações por reforços
> Com garotos, Santos surpreende com sequência positiva e gols

Recentemente, após um racha, diversos sócios e conselheiros se desligaram da Resgate. Alguns deles formaram o grupo Eu Sou Santos, oficializado na última semana. O clima político no clube não é bom e, nos bastidores, a expectativa é de que piore com a aproximação da eleição presidencial, que ocorre no fim do ano que vem.

Confira abaixo o comunicado da Resgate Santista:

A Associação Movimento Resgate Santista convocou, no fim de 2009, a comunidade santista a buscar mudanças na gestão do Santos Futebol Clube, apresentando Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro – o Laor – como candidato à Presidência do clube. A AMRS, contando com o apoio da Terceira Via Santista, acreditava ser necessário mudar os rumos da administração do Santos, que, provinciana e sem criatividade, refletia-se em um time sem brilho dentro dos gramados, sem receitas e prestígio fora dele. O associado santista abraçou esse projeto, elegendo Laor e sua chapa.A AMRS teve um papel muito importante nessa eleição, por meio de uma intensa mobilização da torcida. Diversos de seus membros também participaram ativamente dos primeiros anos de mandato, que tiveram um efeito transformador na condução do clube em termos de sustentabilidade financeira, engrandecimento de imagem e de relevantes conquistas no futebol, como a Libertadores de 2011. Outros avanços inegáveis ocorreram nos âmbitos administrativo e institucional, como a expansão do quadro associativo de 15 mil para 50 mil sócios, o aumento das receitas oriundas de contratos de patrocínio e a reforma do Estatuto Social do clube, que pôs fim às infinitas reeleições e restabeleceu a proporcionalidade no Conselho Deliberativo. Temos muito orgulho de ter contribuído decisivamente – quer com ideias, quer com capital humano – para que essas modificações fossem possíveis.

Infelizmente, às escondidas, um plano de tomada de poder foi cautelosamente armado em diversas frentes (financeira, política interna da Resgate e política do Santos Futebol Clube), cujos atos começaram a ganhar corpo a partir da conquista da Libertadores de 2011. No decorrer desse processo, a AMRS passou a ser sistematicamente alijada do processo político e deliberativo de assuntos importantes. Visando concretizar esse plano, diversos titulares dos cargos obtidos às custas do prestígio político da Resgate lideraram um movimento de dissidência, que culminou com a formação do grupo “Eu Sou Santos”.

Obviamente, como esse grupo está calcado em um plano de tomada de poder e não voltado aos interesses do clube, os atos praticados por ele rasgou em definitivo todo o programa formulado anteriormente pela Resgate.

Nesse contexto, a gestão do Santos FC deixou de seguir os princípios pregados pela AMRS: transparência, democratização e profissionalização, o que vem distanciando o Santos de seus associados e torcedores. Isso pode ser percebido em diversas esferas do clube:

- A comunicação com os associados e a torcida é muito frágil e os planos de governo são minimamente compartilhados;

- O futebol, razão principal para a existência do clube, parece estar abandonado e desprovido da dinâmica de ação e reação tão necessária para a sua evolução;

- As contratações de jogadores são feitas sem critérios objetivos. Esses jogadores passam pelo clube sem sequer serem testados de verdade;

- A definição dos mandos de jogos na capital paulista, onde vive a maior parte dos torcedores do Santos FC, não é programada com a devida antecedência e também é feita sem critérios objetivos;

- As reuniões do Conselho Deliberativo são pouco abertas a questionamentos;

- A contratação e a avaliação de desempenho de profissionais da gestão são realizadas sem método visível e sempre ocultas entre quatro paredes, sujeitas a alto nível de subjetividade;

- Há uma desatenção com as lideranças santistas que constituem a massa social do clube;

- Há a manutenção de um ambiente de muitas controvérsias e insatisfações reprimidas, tanto entre dirigentes como entre a torcida, sem que as mesmas sejam esclarecidas;

- Falta um plano de metas de curto, médio e longo prazo mais visível e com avaliações periódicas abertas a todos os Conselheiros e Associados;

- Ocorre um isolamento crescente do grupo no poder do corpo social do clube.

Esses fatos levaram a AMRS a pensar no futuro do Santos e em como se posicionar daqui para frente. Nesse processo, decidimos, com a adesão de nossos associados, pela retirada do apoio a essa diretoria que ajudamos a eleger. Entendemos que uma gestão que não respeita os princípios da transparência, do profissionalismo e da democracia preconizados pela AMRS não pode ser apoiada por nós. Nos propomos a participar de discussões que possam reagrupar politicamente os santistas em torno de ideais democráticos e participativos. Nosso objetivo é novamente impulsionar o Santos a crescer e a assumir uma postura de clube inovador e de liderança efetiva no futebol brasileiro.

O grupo político Resgate Santista, que apoiou as duas eleições do presidente Luis Alvaro Ribeiro no Santos, anunciou nesta quarta-feira que não apoia mais a atual diretoria do clube.

As lideranças da Resgate discordam de algumas decisões recentes da cúpula alvinegra e alegam que as recentes demissões no clube tem caráter político e são feitas a mando de três membros do Comitê de Gestão, apelidados de “Vila Rica”: Pedro Luiz Conceição, Caio de Stefano e Luciano Moita.

E MAIS:
> Jubal rescinde com o Vila Nova e se aproxima de acerto com o Santos
> Um Pé na Vila: Política atrapalha negociações por reforços
> Com garotos, Santos surpreende com sequência positiva e gols

Recentemente, após um racha, diversos sócios e conselheiros se desligaram da Resgate. Alguns deles formaram o grupo Eu Sou Santos, oficializado na última semana. O clima político no clube não é bom e, nos bastidores, a expectativa é de que piore com a aproximação da eleição presidencial, que ocorre no fim do ano que vem.

Confira abaixo o comunicado da Resgate Santista:

A Associação Movimento Resgate Santista convocou, no fim de 2009, a comunidade santista a buscar mudanças na gestão do Santos Futebol Clube, apresentando Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro – o Laor – como candidato à Presidência do clube. A AMRS, contando com o apoio da Terceira Via Santista, acreditava ser necessário mudar os rumos da administração do Santos, que, provinciana e sem criatividade, refletia-se em um time sem brilho dentro dos gramados, sem receitas e prestígio fora dele. O associado santista abraçou esse projeto, elegendo Laor e sua chapa.A AMRS teve um papel muito importante nessa eleição, por meio de uma intensa mobilização da torcida. Diversos de seus membros também participaram ativamente dos primeiros anos de mandato, que tiveram um efeito transformador na condução do clube em termos de sustentabilidade financeira, engrandecimento de imagem e de relevantes conquistas no futebol, como a Libertadores de 2011. Outros avanços inegáveis ocorreram nos âmbitos administrativo e institucional, como a expansão do quadro associativo de 15 mil para 50 mil sócios, o aumento das receitas oriundas de contratos de patrocínio e a reforma do Estatuto Social do clube, que pôs fim às infinitas reeleições e restabeleceu a proporcionalidade no Conselho Deliberativo. Temos muito orgulho de ter contribuído decisivamente – quer com ideias, quer com capital humano – para que essas modificações fossem possíveis.

Infelizmente, às escondidas, um plano de tomada de poder foi cautelosamente armado em diversas frentes (financeira, política interna da Resgate e política do Santos Futebol Clube), cujos atos começaram a ganhar corpo a partir da conquista da Libertadores de 2011. No decorrer desse processo, a AMRS passou a ser sistematicamente alijada do processo político e deliberativo de assuntos importantes. Visando concretizar esse plano, diversos titulares dos cargos obtidos às custas do prestígio político da Resgate lideraram um movimento de dissidência, que culminou com a formação do grupo “Eu Sou Santos”.

Obviamente, como esse grupo está calcado em um plano de tomada de poder e não voltado aos interesses do clube, os atos praticados por ele rasgou em definitivo todo o programa formulado anteriormente pela Resgate.

Nesse contexto, a gestão do Santos FC deixou de seguir os princípios pregados pela AMRS: transparência, democratização e profissionalização, o que vem distanciando o Santos de seus associados e torcedores. Isso pode ser percebido em diversas esferas do clube:

- A comunicação com os associados e a torcida é muito frágil e os planos de governo são minimamente compartilhados;

- O futebol, razão principal para a existência do clube, parece estar abandonado e desprovido da dinâmica de ação e reação tão necessária para a sua evolução;

- As contratações de jogadores são feitas sem critérios objetivos. Esses jogadores passam pelo clube sem sequer serem testados de verdade;

- A definição dos mandos de jogos na capital paulista, onde vive a maior parte dos torcedores do Santos FC, não é programada com a devida antecedência e também é feita sem critérios objetivos;

- As reuniões do Conselho Deliberativo são pouco abertas a questionamentos;

- A contratação e a avaliação de desempenho de profissionais da gestão são realizadas sem método visível e sempre ocultas entre quatro paredes, sujeitas a alto nível de subjetividade;

- Há uma desatenção com as lideranças santistas que constituem a massa social do clube;

- Há a manutenção de um ambiente de muitas controvérsias e insatisfações reprimidas, tanto entre dirigentes como entre a torcida, sem que as mesmas sejam esclarecidas;

- Falta um plano de metas de curto, médio e longo prazo mais visível e com avaliações periódicas abertas a todos os Conselheiros e Associados;

- Ocorre um isolamento crescente do grupo no poder do corpo social do clube.

Esses fatos levaram a AMRS a pensar no futuro do Santos e em como se posicionar daqui para frente. Nesse processo, decidimos, com a adesão de nossos associados, pela retirada do apoio a essa diretoria que ajudamos a eleger. Entendemos que uma gestão que não respeita os princípios da transparência, do profissionalismo e da democracia preconizados pela AMRS não pode ser apoiada por nós. Nos propomos a participar de discussões que possam reagrupar politicamente os santistas em torno de ideais democráticos e participativos. Nosso objetivo é novamente impulsionar o Santos a crescer e a assumir uma postura de clube inovador e de liderança efetiva no futebol brasileiro.