icons.title signature.placeholder Alexandre Braz
10/04/2014
08:08

A greve geral convocada pelos sindicatos opositores à presidente da Argentina, Cristina Kirchner - iniciada na madrugada desta quinta-feira e com prazo para durar 24 horas -, pode cancelar o voo de retorno da delegação do Botafogo ao Brasil. Os líderes do movimento esperam ter a adesão total dos trabalhadores. Com isso, querem que profissionais essenciais para a mobilidade do país como maquinistas de trens e metrô, motoristas de ônibus, caminhoneiros, controladores de voo e navegadores fluviais, paralisem o país. Se tudo acontecer como previsto pelos grevistas, voos teriam de ser cancelados, e o dos alvinegros, programado para as 11h25, tem grandes chances de não acontecer. 

Após a derrota para o San Lorenzo, por 3 a 0, na noite de quarta-feira, no estádio do San Lorenzo, resultado que eliminou o Botafogo da Copa Libertadores, não havia ainda uma certeza quanto ao horário de volta ao Rio. 

Os argentinos exigem mais segurança e protestam contra a inflação anual que chega a 30%. Pelas ruas da capital argentina, cartazes espalhados por todos os cantos reclamam da presidente. Na manhã desta quinta, até as bancas de jornais prometiam estarem fechadas. Três das cinco centrais sindicais do país aderiram ao movimento de paralisação. Um deles promete ir às ruas protestar. 

A presidente Kirchner tenta tomar medidas para evitar os reajutes salariais que veem sendo acertados entre patrões e empregados, algo em torno também de 30%. A preocupação do governo é que isto aumente ainda mais a inflação. Outra preocupação recorrente é com o crescimento da violência nas ruas. Pessoas relatam um número grande de assaltos e saques a comércios e roubos.