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09/07/2014
08:06

A missão é muito complicada. Novo diretor técnico de futebol do Botafogo, o ex-zagueiro Wilson Gottardo, que será apresentado nesta quarta-feira, após o treino no Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (Cefan), chega ao clube com árduas tarefas a cumprir. Em meio à grave crise financeira que assola o Alvinegro, ele terá de acalmar ânimos, melhorar a relação entre jogadores e diretoria, além de buscar soluções baratas e eventuais reforços. A fama de xerife, que conquistou na época de jogador, precisará ser justificada, agora, fora das quatro linhas.

Para dificultar ainda mais o trabalho, Gottardo não terá muito tempo, já que restam seis meses para o fim temporada. Lembrando que, em novembro, haverá eleição presidencial no clube, com o risco de a atual diretoria ser desfeita. O ex-zagueiro foi muito elogiado por Gonçalves, que foi seu parceiro de zaga na conquista do título brasileiro de 1995.

- Um ex-jogador que tem identificação com o clube é sempre bem-vindo. O Gottardo é um cara que tem identificação e o respeito da torcida do Botafogo, por tudo que ele pelo que conquistou. É uma boa escolha feita pelo clube, apesar de o momento ser muito conturbado, com os salários atrasados. É bom que o diretor técnico seja alguém que tenha história no clube e também no futebol. Acho isso muito importante para fortalecer a diretoria e o Botafogo. Torço muito pelo Gottardo. Foi uma escolha sensata para o Botafogo, ao meu ver. Um bom nome - afirmou Gonçalves, ao LANCE!Net.

Gottardo e Gonçalves juntos no time alvinegro de 95 (Crédito: Paulo Sérgio)

A inexperiência como dirigente também pode pesar, afinal, Gottardo nunca exerceu a função. Após ser jogador, trabalhou como empresário, antes de, recentemente, ser treinador. Ele chega, porém, com respaldo de quem já conhece o mundo do futebol. O curioso, porém, é que o ex-zagueiro já disse não concordar com os protestos dos jogadores contra salários atrasados. Ou seja, convencer líderes insatisfeitos a não se rebelarem também será encargo do diretor.

Gottardo ainda terá de evitar o mesmo que sofreu o ex-gerente técnico, Sidnei Loureiro, que pediu demissão no último sábado. Exposto diante dos jogadores, que cobravam uma definição quanto aos salários atrasados. O clube deve cinco meses de direitos de imagem e dois na carteira de trabalho.

Situações como essa também têm incomodado outros integrantes do departamento de futebol. Nos últimos dias, alguns profissionais manifestaram desejo de pedir demissão, mas preferiram aguardar os próximos capítulos.