icons.title signature.placeholder Frederico Ribeiro
icons.title signature.placeholder Frederico Ribeiro
16/07/2013
07:00

Gilberto Silva, ao lado de Ronaldinho Gaúcho, é o jogador mais experiente e com o currículo mais vitorioso no grupo do Atlético. E, assim como o gaúcho, o experiente zagueiro está perto de uma conquista inédita: a Libertadores da América.

Pelo Galo, ‘Giba’ virou o reserva imediato da zaga e deu conta do recado quando foi chamado.
Contra o Newell's, por exemplo, atuou bem nos dois jogos.

E MAIS:
> Atlético-MG terá de encarar a panela de pressão paraguaia

E a final da competição era algo que ele já traçava desde o momento que decidiu, junto à sua família, trocar o Grêmio (após o fim do contrato) pelo clube o projetou mundialmente e do qual é um torcedor nato. No duelo contra o Olimpia, no entanto, ele deve ficar no banco, com o retorno de Réver. Mas sua presença é sinônimo de liderança e experiência para um grupo que só tem três jogadores que já foram campeões da Libertadores.

Confira, abaixo, o bate-papo exclusivo com Gilberto:

L!Net: O que foi aquela vitória nos pênaltis?
Quando você se classifica para uma final, em uma competição tão importante quanto a Libertadores, é uma sensação fantástica, de saber que o trabalho está dando resultado e você acaba extravasando na comemoração. E pós-jogos é difícil até pela adrenalina alta. Mas no outro dia as coisas voltam ao normal. Tem que entender que você adquiriu um direito de disputar a final. Mas ainda falta mais duas etapas pra conseguirmos cumprir o que estamos querendo.  

L!Net: Você viu o VT da partida logo depois que ela acabou, não foi?
Foi isso mesmo. Na madrugada. Fui dormir às seis horas da manhã (Às 3h a TV mostrou o jogo completo novamente).

L!Net: E, vendo de outra perspectiva, o que achou da partida?
Vi o jogo inteiro, sem sono, adrenalina alta, trocando de canal, parei no jogo. Acabei acompanhando tudo novamente, a disputa por pênaltis. Não costumo fazer isso com frequência. Mas na ocasião, pelo fato da classificação, ter de reverter uma vantagem, eu comecei a ver o jogo com o olho crítico, analisando o lado positivo e o que precisa ser melhorado para os jogos seguintes.

L!Net: Agora, o Réver volta para as finais e você retorna a ser uma opção. Encara com naturalidade isso?
Olha, eu fico muito tranquilo em relação ao meu trabalho, desde que cheguei ao Atlético, meu objetivo é ajudar. Logicamente que busco condição de ser titular. Tenho tido minhas oportunidades, tenho sido feliz nessas oportunidades. Acredito que tenho sido o resultado foi positivo das minhas participações dentro dos jogos. Acho que é fazer o meu trabalho, independente se eu vou jogar contra o Olimpia ou não. Não me preocupo com isso. É viver um dia de cada vez, não fico ansioso com essa questão.

Volante foi titular na campanha vitoriosa em 2002 (Foto: Arquivo LANCE!)

L!Net: A torcida do Galo gritou 'Eu acredito' para empurrar o time na semifinal. Esse espírito continuará com a equipe para a decisão?
Sem dúvida alguma. O torcedor do Atlético tem uma particularidade, principalmente quando o time está em dificuldade, aí que o torcedor incentiva, canta, grita e empurra o time do lado de fora. Esse sentimento da torcida, nós vivemos isso desde o jogo contra o Newell's em Rosário. Sabíamos que precisávamos ter confiança para vencer eles em casa.

L!Net: Vendo essa final confirmada na Libertadores, você acredita que decidir voltar ao Atlético foi a coisa mais sábia que fez?
Quando estava no Grêmio, estava superbem no clube, que me acolheu muito bem, o povo gaúcho me acolheu muito bem. Mas quando recebi uma possibilidade de voltar ao Atlético, isso mexeu comigo por toda a minha história no Galo, por ser um torcedor do Atlético, mesmo sabendo que é um grande desafio voltar com 36 anos. Inclusive, estava lembrando com a minha esposa, que eu ia voltar ao Atlético para ser campeão da Libertadores. Eu falei isso para ela na época, e ela me lembrou agora, foi até impactante essa lembrança. Chegamos à final e tomara que aquilo que eu falei lá trás se profetize nos dois jogos. Dar esse título para a torcida que tanto merece. É um retorno com conquistas, já teve a do Mineiro e a chegada à final.

L!Net: Com vasta experiência na Seleção Brasileira, o que você tem a falar do Defensores del Chaco?
Eu acho que cheguei a jogar lá sim, contra o Paraguai. Os jogos da Libertadores se comparam muito com os jogos de Eliminatórias de Copa do Mundo. Há a rivalidade muito grande dos clubes sul-americanos. Os estádios sempre apresenta um clima quente, um pouco hostil. E se tratando de uma final, então, não esperamos nada diferente. Pressão da torcida. Mas estamos acostumados com isso também. O Atlético é um time mais do que calejado, experiente para suportar tudo isso, fazer um bom jogo, conseguir um resultado para definir em casa.

L!Net: Você havia dito no dia do jogo contra o Newell's que o título da Libertadores pelo Galo poderia ser mais especial que a Copa do Mundo. Continua pensando assim?
Continuo. Eu falo por mim. Com a Seleção Brasileira, a expectativa...Se você for olhar o histórico da Seleção Brasileira, nos últimos 10 anos, está sempre conquistando. É diferente do Atlético, que necessita de um título importante, primeira vez que chega a uma final de Copa Libertadores. Tem um gosto diferente. Eu, por ser de Minas, torcedor do clube, estar no meu retorno, sentirei uma sensação completamente diferente.

L!Net: Já imaginou a festa da Massa caso o título se concretize?
É sempre bom ter os pés nos chão. Faltam dois jogos para corar o trabalho na Libertadores. Mas caso isso acontecer, Belo Horizonte vai ficar pequeno, vai ser um mar preto e branco. Belo Horizonte ficará preto e branca, de norte a sul, de leste a oeste.

L!Net: Difícil imaginar mesmo como será a comemoração, não?
É, acredito que poderá ser parecido com a conquista da Copa do Mundo de 2002, que eu vivi em Brasília, mas, agora, preto e branco. Espero que a gente feche dessa forma.

Gilberto Silva, ao lado de Ronaldinho Gaúcho, é o jogador mais experiente e com o currículo mais vitorioso no grupo do Atlético. E, assim como o gaúcho, o experiente zagueiro está perto de uma conquista inédita: a Libertadores da América.

Pelo Galo, ‘Giba’ virou o reserva imediato da zaga e deu conta do recado quando foi chamado.
Contra o Newell's, por exemplo, atuou bem nos dois jogos.

E MAIS:
> Atlético-MG terá de encarar a panela de pressão paraguaia

E a final da competição era algo que ele já traçava desde o momento que decidiu, junto à sua família, trocar o Grêmio (após o fim do contrato) pelo clube o projetou mundialmente e do qual é um torcedor nato. No duelo contra o Olimpia, no entanto, ele deve ficar no banco, com o retorno de Réver. Mas sua presença é sinônimo de liderança e experiência para um grupo que só tem três jogadores que já foram campeões da Libertadores.

Confira, abaixo, o bate-papo exclusivo com Gilberto:

L!Net: O que foi aquela vitória nos pênaltis?
Quando você se classifica para uma final, em uma competição tão importante quanto a Libertadores, é uma sensação fantástica, de saber que o trabalho está dando resultado e você acaba extravasando na comemoração. E pós-jogos é difícil até pela adrenalina alta. Mas no outro dia as coisas voltam ao normal. Tem que entender que você adquiriu um direito de disputar a final. Mas ainda falta mais duas etapas pra conseguirmos cumprir o que estamos querendo.  

L!Net: Você viu o VT da partida logo depois que ela acabou, não foi?
Foi isso mesmo. Na madrugada. Fui dormir às seis horas da manhã (Às 3h a TV mostrou o jogo completo novamente).

L!Net: E, vendo de outra perspectiva, o que achou da partida?
Vi o jogo inteiro, sem sono, adrenalina alta, trocando de canal, parei no jogo. Acabei acompanhando tudo novamente, a disputa por pênaltis. Não costumo fazer isso com frequência. Mas na ocasião, pelo fato da classificação, ter de reverter uma vantagem, eu comecei a ver o jogo com o olho crítico, analisando o lado positivo e o que precisa ser melhorado para os jogos seguintes.

L!Net: Agora, o Réver volta para as finais e você retorna a ser uma opção. Encara com naturalidade isso?
Olha, eu fico muito tranquilo em relação ao meu trabalho, desde que cheguei ao Atlético, meu objetivo é ajudar. Logicamente que busco condição de ser titular. Tenho tido minhas oportunidades, tenho sido feliz nessas oportunidades. Acredito que tenho sido o resultado foi positivo das minhas participações dentro dos jogos. Acho que é fazer o meu trabalho, independente se eu vou jogar contra o Olimpia ou não. Não me preocupo com isso. É viver um dia de cada vez, não fico ansioso com essa questão.

Volante foi titular na campanha vitoriosa em 2002 (Foto: Arquivo LANCE!)

L!Net: A torcida do Galo gritou 'Eu acredito' para empurrar o time na semifinal. Esse espírito continuará com a equipe para a decisão?
Sem dúvida alguma. O torcedor do Atlético tem uma particularidade, principalmente quando o time está em dificuldade, aí que o torcedor incentiva, canta, grita e empurra o time do lado de fora. Esse sentimento da torcida, nós vivemos isso desde o jogo contra o Newell's em Rosário. Sabíamos que precisávamos ter confiança para vencer eles em casa.

L!Net: Vendo essa final confirmada na Libertadores, você acredita que decidir voltar ao Atlético foi a coisa mais sábia que fez?
Quando estava no Grêmio, estava superbem no clube, que me acolheu muito bem, o povo gaúcho me acolheu muito bem. Mas quando recebi uma possibilidade de voltar ao Atlético, isso mexeu comigo por toda a minha história no Galo, por ser um torcedor do Atlético, mesmo sabendo que é um grande desafio voltar com 36 anos. Inclusive, estava lembrando com a minha esposa, que eu ia voltar ao Atlético para ser campeão da Libertadores. Eu falei isso para ela na época, e ela me lembrou agora, foi até impactante essa lembrança. Chegamos à final e tomara que aquilo que eu falei lá trás se profetize nos dois jogos. Dar esse título para a torcida que tanto merece. É um retorno com conquistas, já teve a do Mineiro e a chegada à final.

L!Net: Com vasta experiência na Seleção Brasileira, o que você tem a falar do Defensores del Chaco?
Eu acho que cheguei a jogar lá sim, contra o Paraguai. Os jogos da Libertadores se comparam muito com os jogos de Eliminatórias de Copa do Mundo. Há a rivalidade muito grande dos clubes sul-americanos. Os estádios sempre apresenta um clima quente, um pouco hostil. E se tratando de uma final, então, não esperamos nada diferente. Pressão da torcida. Mas estamos acostumados com isso também. O Atlético é um time mais do que calejado, experiente para suportar tudo isso, fazer um bom jogo, conseguir um resultado para definir em casa.

L!Net: Você havia dito no dia do jogo contra o Newell's que o título da Libertadores pelo Galo poderia ser mais especial que a Copa do Mundo. Continua pensando assim?
Continuo. Eu falo por mim. Com a Seleção Brasileira, a expectativa...Se você for olhar o histórico da Seleção Brasileira, nos últimos 10 anos, está sempre conquistando. É diferente do Atlético, que necessita de um título importante, primeira vez que chega a uma final de Copa Libertadores. Tem um gosto diferente. Eu, por ser de Minas, torcedor do clube, estar no meu retorno, sentirei uma sensação completamente diferente.

L!Net: Já imaginou a festa da Massa caso o título se concretize?
É sempre bom ter os pés nos chão. Faltam dois jogos para corar o trabalho na Libertadores. Mas caso isso acontecer, Belo Horizonte vai ficar pequeno, vai ser um mar preto e branco. Belo Horizonte ficará preto e branca, de norte a sul, de leste a oeste.

L!Net: Difícil imaginar mesmo como será a comemoração, não?
É, acredito que poderá ser parecido com a conquista da Copa do Mundo de 2002, que eu vivi em Brasília, mas, agora, preto e branco. Espero que a gente feche dessa forma.