icons.title signature.placeholder Jonas Moura
25/07/2014
09:02

O nome do ponteiro Giba é cogitado na Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) para cargos de gerência da entidade, que viveu grave crise este ano em razão de denúncias de mau uso de recursos públicos. Por enquanto, ele prefere não estabelecer metas, mas admite o interesse de atuar nos bastidores.

Além do desejo de seguir jogando em alto nível, o atleta vive o presente com foco em projetos pessoais e no apoio ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB) visando aos Jogos do Rio-2016. Casado com a modelo Maria Luiza Daudt, está em paz na vida pessoal.

Atualmente, ele também é funcionário da Rede Globo, onde começou a comentar partidas em 2014. Crise na CBV, projetos pessoais, Copa do Mundo e política. Confira a segunda parte da entrevista exclusiva do campeão olímpico ao LANCE!Net:

Como recebeu as notícias da crise na CBV? Acha que quem errou será punido?
Não tenho como julgar, porque não estava lá dentro da CBV para saber. Com certeza, não tem apenas um culpado. Espero que as coisas aconteçam da melhor forma. O Banco do Brasil é uma entidade que está com a gente há mais de vinte anos. O Ary (Graça, ex-presidente da CBV), sucedeu o Nuzman e colocou o vôlei masculino e feminino, de quadra e de praia, no topo do mundo. Ele foi um paizão para mim durante todos esses anos. Me chamava para conversar, me orientava. É difícil falar. Quando eu for trabalhar lá dentro no futuro, aí eu te conto (risos).

Então você tem como meta trabalhar na administração do vôlei depois que se aposentar?
Teria. Tenho vontade. Mas acho que ainda não é hora para pensar nisso. Preciso colocar meus estudos em dias. Foram 27 anos na Seleção, então acabei não tendo tempo para isso. De Londres para cá, comecei a estudar algumas coisas. Então, tenho que ir devagar, deixar tudo acontecer naturalmente. Não é uma ambição, mas algo que aos poucos vai acontecer.

O que você está estudando? O que mais tem feito?
Estou fazendo cursos do COB junto com o Marcus Vinícius Freire (diretor executivo de esportes da entidade), sobre a transição dos atletas pós-carreira. Estou muito envolvido com o projeto Gibinha, que estamos expandido e queremos levar para São Paulo, além de um projeto de combate à obesidade infantil, que estou na espera por apoiadores. Meu foco são essas três áreas.

Que avaliação faz da realização da Copa no Brasil?
O que aconteceu em campo não reflete o que houve fora dele. Houve algumas manifestações controladas. O brasileiro recebe bem sempre. É bom saber que não teve gringo – pelo menos não que eu saiba – que foi embora falando mal do Brasil.

No ano passado, você se filiou ao PSDB. Qual foi o objetivo?
Meu pai trabalhou na campanha do José Richa (ex-governador do Paraná), pai do Beto Richa (atual governador do estado). Eles me pediram para eu sair como candidato a deputado federal. Só que acho que não é o momento ainda. Preciso entender melhor a política antes de decidir se irei partir para esse lado. A filiação foi mais um apoio para um amigo, que é o Beto.

Você considera ir para o vôlei de praia?
Não, de jeito nenhum. É outro esporte. Para construir tudo o que eu construi na quadra, são mais 20 anos. Se faço isso, minha filha me chuta de casa (risos).