icons.title signature.placeholder Felipe Bolguese
12/02/2015
08:30

Tite não escondeu a irritação quando a punição de Guerrero - que pegou três jogos de gancho da Conmebol - foi abordada na entrevista coletiva na noite desta quarta-feira. Longe das câmeras, esbravejou e não poupou palavrões. A reação do treinador do Corinthians justifica a atitude do gerente de futebol Edu Gaspar, que escondeu a informação e só revelou-a após a partida diante do Once Caldas, em Manizales (COL), quando a classificação para a fase de grupos já estava garantida.

Gaspar recebeu por e-mail o ofício da Conmebol no fim da tarde desta quarta, horas antes da decisão. Preocupado em atrapalhar o foco de Tite, da comissão técnica e dos jogadores, nada sobre o tema foi falado. O caso tornou-se público durante a partida e, já no vestiário, todos os corintianos estavam sabendo.

- Não quis falar nada para o Tite, por causa do jogo. É uma pena (a punição). Tirar um jogador do nível do Paolo de mais dois jogos, logo no início da competição... A gente sabe o quanto é importante começar com o time completo, ganhando. Chegou um e-mail para mim hoje (quarta-feira) à tarde, não consegui nem falar direito com o departamento jurídico, embora a decisão esteja tomada - disse o dirigente alvinegro, após o empate por 1 a 1 entre Timão e Once Caldas, que garantiu o clube alvinegro na próxima fase da competição sul-americana.

Na quarta-feira da semana passada, Guerrero foi expulso pelo árbitro argentino Patricio Loustau por ter acertado o rosto do adversário. O homem do apito considerou o lance uma agressão e assim relatou o incidente na súmula.

- Sinceramente, achei duro demais, porque o árbitro considerou o lance como uma agressão. Eu não achei. A partir do momento em que você considera agressão, obviamente que o atleta vai tomar uma suspensão mais dura - analisou Gaspar.