icons.title signature.placeholder Marcio Porto
19/11/2013
10:03

Gerente-executivo do São Paulo e responsável direto pelo que acontece no CT da Barra Funda, Gustavo Vieira de Oliveira quebrou o silêncio e falou sobre sua função no clube. O filho do ex-jogador Sócrates e sobrinho de Raí, eterno ídolo do Tricolor, atentou para as armadilhas que o futebol oferece para proporcionar um ambiente de crise. É o que ele tenta combater, afirma.

– O ambiente do futebol estimula que os profissionais sejam tentados a projetos individuais. O futebol estimula o individual. Porém, no fim das contas, é o coletivo que traz os bons resultados. O individual em si gera uma má administração. Futebol se faz com percepção, intuição – afirmou Gustavo, em entrevista ao LANCE!Net.

Gustavo substituiu Adalberto Baptista, ex-diretor de futebol que renunciou após atrito com Rogério Ceni. Hoje, Rubens Moreno ocupa o cargo de diretor, mas é Gustavo quem mais responde pelo CT. Ele conta com a confiança do presidente Juvenal Juvêncio e era advogado do clube antes de ser gerente.

Agora, após a equipe sair da maior crise de sua história, o gerente diz que seu objetivo principal é blindar o ambiente de trabalho são-paulino. A melhora no clima é ressaltada por Muricy Ramalho desde que o técnico retornou ao clube.

- Eu contribuo fortalecendo o propósito comum de tentar isolar o CT das coisas que não são do futebol. E pessoalmente trazer um ambiente harmônico para que o dia a dia seja desenvolvido com harmonia - disse Gustavo.

Veja abaixo entrevista com Gustavo Viera:

Seu objetivo principal, então, é dar harmonia?
É o que entendo como interessante. Dentro do meu estilo, com tranquilidade e relações humanas para o objetivo ser alcançado.

Muricy diz que encontrou clima muito ruim. Vê da mesma forma?
Prefiro não comentar como estava, é muito uma questão de percepção. Esse tipo de ambiente tem de ser perseguido, independentemente de como estava anteriormente.

Como é sua relação com os jogadores no dia a dia do CT?
É ambiente de dia a dia, converso sempre com eles e estou no campo. Você tem de amenizar tensões, em busca de resultado, sem que isso gere uma zona de conforto.

Como é a sua relação com o Muricy? O que conversa com ele?
São conversas privadas. A gente tem uma relação boa, de trabalho, e que atende a esse espírito de harmonia para atingir algo comum. Somos profissionais e tentamos criar esse ambiente de harmonia.

Acredita que seu trabalho surtiu efeito nesse tempo?
A melhora pressupõe que no passado foi pior, então prefiro não fazer essa avaliação. Trabalho é uma dinâmica coletiva. Claro que ambiente é importante e uma preocupação que é minha e tenho de ter.