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04/06/2014
20:24

O volante Gabriel, do Botafogo, foi um dos convidados da Nike para o quarto dia de Batalha das Quadras no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira, na Marina da Glória. O jogador de 21 anos, no clube desde 2012, falou um pouco sobre sua carreira e se disse emocionado por conversar com tantos garotos apaixonados por futebol e que sonham se tornar atletas profissionais.

A Batalha das Quadras tem como lema o "Arrisque tudo". Os jovens tentam se destacar nas quadras recorrendo a dribles e jogadas ousadas. Para Gabriel, o jogador tem que arriscar mesmo.

- O jogador que tem personalidade e habilidade tem que arriscar tudo. Tem que agarrar as oportunidades que a vida dá arriscando na hora certa. Tem que jogar cada partida como se fosse a última da vida dele - disse Gabriel.

O volante elogiou o formato da Batalha das Quadras, sem goleiro e gol caixote, e contou que isso o fez lembrar da infância.

- Isso é muito bacana. Eu comecei a jogar bola moleque, com 5 anos. Jogava na rua, com o gol de caixote, cansei de perder o tampão do pé. Esse estilo de jogo da Batalha me lembra muito o futebol que eu jogava naquela época.

Assim como muitos jogadores, Gabriel teve um início de carreira difícil. Para ele, o apoio da família foi fundamental para continuar em busca de seu sonho.

- Passei por muitas dificuldades nos juniores. Vim sozinho de Campinas para o Botafogo e dividia o quarto com 20 mineiros, o banheiro às vezes não funcionava. O apoio da minha família foi fundamental em todos os pontos. Eu me comunicava com eles o tempo inteiro, por telefone, mensagens e eles sempre apoiaram minhas decisões. Me deram muitos conselhos importantes - comentou.

Quando perguntado sobre a diferença entre os juniores e o profissional, Gabriel foi enfático.

- Minha cabeça é a mesma de quando eu era do juniores. Sinto o prazer de estar aqui, queria estar jogando com essa molecada toda. Mas jogar no Maracanã com uma torcida inteira gritando o seu nome não tem preço, é diferente de tudo o que você possa imaginar. Antes de entrar em campo eu sempre agradeço a Deus pela oportunidade que ele me deu e procuro sempre fazer o meu melhor.

Além de jogar num estádio lendário lotado, Gabriel também teve a oportunidade de trabalhar com um grande nome do futebol mundial: o holandês Seedorf. O volante revelou que Seedorf virou sua inspiração.

- Tive o prazer de jogar com o Seedorf. Acredito que todo mundo aqui já jogou com ele no videogame e eu também. É um cara diferenciado, de excelente caráter, que serve de inspiração para muita gente. Aprendi muito com ele e vou carregar isso para o resto da minha vida. É um dos meus ídolos, assim como o Garrincha e o Nílton Santos - completou Gabriel.

Perguntado sobre o atual momento do Botafogo no Campeonato Brasileiro, Gabriel admitiu que o time não está bem, mas que tem condições de fazer uma boa competição.

- Não estamos fazendo um bom campeonato, mas no ano passado fomos para a Libertadores. Vamos aproveitar as férias pela Copa do Mundo pra treinar bastante, voltar com todo o gás e tirar o Botafogo dessa situação. O torcedor merece e a gente quer dar alegrias a eles - finalizou Gabriel.