icons.title signature.placeholder RODRIGO CERQUEIRA
19/06/2014
09:03

A grande surpresa da primeira fase da Copa do Mundo do Brasil, até o momento, é a eliminação da Espanha, atual campeã. A Fúria foi atropelada pela Holanda (5 a 1), e perdeu para o Chile (2 a 0). Ainda disputará um jogo contra a Austrália, na Arena da Baixada, sem qualquer chance de classificação. Mas o que teria acontecido com a poderosa equipe de Vicente del Bosque? O LANCE!Net fez um top-10 de problemas que causaram essa situação. Você concorda?

1- Estilo de jogo em baixa:
O famoso tiki-taka da Espanha, quando a equipe fica com a posse de bola e domina o adversário, parece ter ficado esgotado ou ultrapassado. Diante de equipes que pressionam a saída de bola, e utilizam bem os contra-ataques, o sistema espanhol não funcionou em dois jogos na Copa.



2- Falta de alternativas:
Com o tiki-taka em baixa, uma opção seria adotar um outro estilo de jogo. Porém, para essa equipe, não há. Essa geração foi trabalhada toda num sistema de jogo que deu resultado durante seis anos, mas nenhuma alternativa foi apresentada. Quando precisou ser ofensiva, aguda no ataque, a Fúria não conseguiu. Tocava, tocava e... Nada.

3- Diego Costa:
Artilheiro do Atlético de Madrid na temporada incrível da equipe, Diego Costa definitivamente não se encaixou na seleção espanhola. Não foi a referência ofensiva que Del Bosque imaginava. Para piorar, por ter trocado a Seleção Brasileira pela Espanha, foi perseguido pelos torcedores, vaiado e parece ter sentido a pressão. Foi muito mal nos dois jogos que teve chance de atuar.

Diego Costa não se encontrou na seleção da Espanha (Foto: (Foto: David Ramos/Getty Images North America/AFP)

4- Idades avançadas:
Del Bosque tinha em mãos uma geração vencedora, mas com craques já marcados pelo tempo. Xavi, aos 34 anos, já não tinha feito uma boa temporada. Na seleção, também ficou abaixo do esperado. O goleiro Casillas, de 33 anos, foi muito mal. Já havia falhado na final da Liga dos Campeões. Xabi Alonso, com 32 anos, fez o único gol espanhol na Copa, de pênalti. Mas também não conseguiu ser uma opção na saída de bola e na marcação deixou espaços. Iniesta (30 anos), o craque do time, teve apenas lampejos. Não conseguiu fazer a diferença. David Villa (32 anos), mesmo sendo o maior artilheiro da história da Fúria com 58 gols, não teve nem chance de jogar.

5- Parte física:
Vários jogadores chegaram na Copa do Mundo desgastados de uma temporada intensa. Sergio Ramos jogou até a final da Liga dos Campeões com o Real Madrid. Jordi Alba e Piqué tiveram lesões musculares ainda atuando pelo Barça. Diego Costa quase não jogou o Mundial por conta de uma lesão muscular na perna direita.

6- Parte técnica:
Grandes jogadores estiveram abaixo do esperado. Casillas falhou contra a Holanda, e também foi decisivo para a derrota por 5 a 1. Piqué e Sergio Ramos bateram cabeça. Xavi acabou barrado contra o Chile. Pedro não teve boas atuações. Diego Costa esteve longe de ser o artilheiro que chamou a atenção do Atlético de Madrid.

Xavi chegou a ser barrado contra o Chile em sua última Copa do Mundo (Foto: Damien Meyer/AFP)


7- Ausências:
Jogadores que poderiam ser utilizados e tinham condições de dar um novo gás para a Fúria ficaram fora da Copa por conta de lesões, como nos casos de Jesús Navas e Thiago Alcântara.

8- Fator campo:
Tanto em Salvador, quanto no Maracanã (neste palco ainda mais) a Fúria jogou "fora de casa". Holandeses foram a maioria na Arena Fonte Nova, enquanto os chilenos dominaram o Maracanã. A pressão contra a equipe de Del Bosque foi muito grande.

9- Fator psicológico:
A Espanha não soube lidar com a pressão de ser considerada favorita, e ainda mais depois de ter sido humilhada pela Holanda. A equipe se perdeu, não acertou nada. O que foi fundamental para a eliminação.

10- De novo no Brasil... coincidência?
A Espanha sofreu suas maiores derrotas em Copas do Mundo no Brasil. Em 1950, a Seleção Brasileira venceu por 6 a 1, no Maracanã. Neste ano, derrota por 5 a 1 para a Holanda, além da eliminação precoce no Mundial. E em 2013, a Fúria foi atropela pelos brasileiros na final da Copa das Confederações: 3 a 0.