icons.title signature.placeholder LANCEPRESS!
15/11/2013
19:48

Brasil, Itália, Alemanha, Argentina, Inglaterra e Espanha já estão garantidas na Copa do Mundo de 2014. O Uruguai só não se classificará se acontecer uma catástofre no jogo da volta contra a Jordânia. Já a França, algoz histórica da Seleção Brasileira, corre o risco de ser a única campeã do mundo fora do Copa do ano que vem. Nesta sexta-feira, no jogo de ida da repescagem contra a Ucrânia, a seleção de Ribéry foi derrotada, por 2 a 0, no Estádio Olímpico de Kiev, e se complicou.

Para evitar uma eliminação e não disputar a sua 14ª Copa, a França terá de vencer a Ucrânia por três gols de diferença na próxima terça, em Paris, para viajar ao Brasil em 2014. A Ucrânia, por sua vez, pode até ser derrotada por um gol que disputará o seu segundo Mundial - deixou a Copa de 2006 nas quartas de final.

MUITA MARCAÇÃO E RIBÉRY APAGADO

Sobrou receio ou precaução em excesso para Ucrânia e França em grande parte do primeiro tempo. Com apenas um atacante de ofício, Giroud, a França apostava na qualidade de Nasri e no sempre decisivo Ribéry. No entanto, apesar  de ter cinco jogadores no meio, a seleção de Didier Deschamps encontrou muita dificuldade para vencer a marcação ucraniana. Marcação que "ditou" os primeiros 45 minutos e impediu Ribéry de justificar o futebol que o fez ser eleito o melhor jogador da Europa na temporada 2012/2013.

Apoiada pelo seu torcedor, que fez até ola no Estádio Olímpico de Kiev, a Ucrânia teve mais coragem para buscar o resultado. O brasileiro naturalizado ucraniano Edmar tinha a companhia do habilidoso Yarmolenko na missão de municiar Zozulya. E foi ele o responsável pela jogada que Konoplyanka finalizou sem a qualidade esperada. Ah se Shevchenko ainda jogasse futebol e estevesse em seu lugar... Como isso não é mais possível, a Ucrânia, apesar de ter sido melhor em campo – foram cinco finalizações contra uma –, não tirou o zero do placar.

QUEM NÃO FAZ... LEVA!

Para a insatisfação de grande parte da sua torcida, a França voltou para a etapa final com Giroud em campo. Ineficaz, o atacante do Arseal mais cometeu faltas, o que lhe rendeu o cartão amarelo, do que levou perigo ao bom Pyatov. Mesmo sim, Benezema seguiu esquentando o banco. E o que já não estava bom ficou pior: após ataque pela esquerda, Edmar serviu Zozulya, que mesmo sem muita classe, finalizou e venceu o atrapalhado Llori. Ucrânia 1 a 0 aos 15 minutos.

Didier Deschamps perdeu a paciência com Giroud e, logo após promover a entrada de Sissoko, garantiu o ingresso de Benzema. A França passou a ter mais posse e volume de jogo com o recuo da Ucrânia e tratou de pressionar a adversária. Nasri e Ribéry desperdiçaram boas oportunidades de gol. Era uma França muito mais incisiva, apesar de ainda não apresentar o futebol esperado.

A Ucrânia transbordou eficácia, enquanto a França voltou a mostrar falta de qualidade defensiva aos 36 minutos. Koscielny, completamente atabaolhado, fez pênalti em Zozulya e  Yarmolenko converteu um minuto depois. Ucrânia 2 a 0. Um prêmio para uma seleção ciente das suas limitações, mas objetiva em campo. Já nos minutos finais, sobrou confusão: Koscielny e Kucher foram expulsos e, após o apito final de Cüneyt Çakır, sobrou comemoração. A Ucrânia está muito próxima da disputar a Copa do ano que vem.

FICHA TÉCNICA
UCRÂNIA 2 X 0 FRANÇA

Local: Estádio Olímpico de Kiev, em Kiev (UCR)
Data-Hora: 15/11/2013 – 17h45 (de Brasília)
Árbitro: Cüneyt Çakır (TUR)
Auxiliares: Bahattin Duran (TUR) e Tarik Ongun (TUR)
Cartões amarelos: Shevchuk, Fedetskyi e Kucher (UCR); Giroud e Sissoko (FRA)
Cartões vermelhos: Koscielny (FRA), aos 45'/2ºT e Kucher (UCR), aos 49'/2ºT

Gols: Zozulya, 15'/2ºT(1-0) e Yarmolenko, 37'/2ºT(2-0).

UCRÂNIA: Pyatov, Fedetskyi, Kucher, Khacheridi e Shevchuk; Stepanenko, Rotan, Yarmolenko, Edmar (Bezus, 31'/2ºT) Konoplyanka (Gusev, 47'/2ºT); Zozulya (Seleznyov, 41'/2ºT) – Técnico: Mikhail Fomenko.

FRANÇA: Lloris, Debuchy, Koscielny, Abidal e Evra; Pogba, Matuidi, Rémy (Sissoko, 23'2ºT), Nasri (Valbuena, 35'/2ºT) e Ribéry; Giroud (Benzema, 25'/2ºT)– Técnico: Didier Deschamps.