icons.title signature.placeholder Bruno Grossi, Caio Carrieri e Thiago Ferri
02/03/2014
11:54

Mauricio Victorino não sabe o que é atuar em um jogo desde o dia 23 de setembro de 2012. Há quase um ano e meio sem entrar em campo, o zagueiro tem feito um trabalho mais conservador no Palmeiras, e por isto não tem uma data definida para fazer a sua estreia.

– Por enquanto, nós da comissão técnica estamos fazendo uma programação para ele evoluir gradativamente, sem acelerar o processo.
Vamos analisar semana a semana, então por enquanto não vamos passar uma data (para a estreia de Victorino). Preciso de uma resposta da musculatura do atleta para estipularmos uma data de estreia – disse Fabiano Xhá, preparador físico do Verdão, em entrevista ao LANCE!Net.

Durante os cerca de 18 meses ausente, o camisa 4 (que chegou ao Verdão no início do ano) conviveu com lesões, sendo a mais grave no tendão–de–Aquiles, no fim de 2012. Em pouco mais de um mês no clube, ele, de 31 anos, teve um novo problema físico, na panturrilha direita, que atrasou a sua liberação - a previsão era de que ele pudesse estrear na terceira rodada do Paulista.

Apesar da indefinição para debutar, o defensor mantém a esperança de voltar à seleção uruguaia e até disputar a Copa do Mundo-2014. Segundo ele, a sequência que até agora não veio no Verdão seria o trunfo para ser usado na Celeste.

– É um objetivo pessoal (jogar a Copa), mas hoje tenho que pensar em voltar a jogar, virar titular e então a seleção se torna algo natural. Sempre fui convocado e acho que serei lembrado se jogar e tiver sequência – disse Victorino, ao L!Net.

Ainda dando ênfase a treinos físicos, o zagueiro tem feito trabalhos para recondicionamento muscular – no sábado, ficou apenas na academia.

Durante as atividades no CT, o jogador passou a usar uma nova peça no uniforme: um par de meia especial, que o ajuda a melhorar a sensibilidade na panturrilha e circulação sanguínea, além de diminuir o edema no local. Adaptado a elas, Victorino não exclui usá-las enquanto estiver em campo no Verdão. O problema é saber quando isto acontecerá.

– Não posso acelerar, porque pode ser pior e posso ficar mais tempo fora. Mesmo que a ansiedade seja grande, tem que ter calma. Preciso respeitar o tempo da lesão – avisou.

Meias especiais utilizadas pelo jogador (Foto: Reginaldo Castro/LANCE!Press)

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L!Net: O que mudou nestes quase 18 meses fora dos gramados?
MV: Não mudou muito minha vida. Segui com a família e amigos, que sempre estiveram comigo, dando apoio. Pensei positivo para recuperar da lesão (na panturrilha) e hoje já ficou para trás. Acontece, ninguém está livre de se lesionar.

Como está o processo para voltar a ficar em condições de jogo?
Estou bem, melhorando do problema na panturrilha. Agora estou fazendo fortalecimento e tenho que forçar um pouquinho mais a perna para depois treinar normalmente e poder fazer a estreia.

O que tem sentido do ambiente no Palmeiras desde que chegou?
Estou muito feliz de estar aqui. O grupo é bom, unido fora de campo. Não tem briga, vaidade de ninguém, mesmo de quem é conhecido ou está em boa fase. Isto reflete em campo.

Qual a importância desta união?
É fundamental para se fazer um time vencedor todo mundo lutar, brigar e se entregar. Se não tem estas coisas, fica difícil brigar por algo importante, e este ano vamos buscar isto com os reforços que chegaram.

Como é a relação com Lúcio?
É muito bom jogar com ele, uma oportunidade para todos aproveitarem. Jogou em muitos times grandes na Europa e no Brasil, ganhou Champions, Copa do Mundo. Tem que aprender (com ele).

O que significou para você jogar a Copa-2010 e Copa América-2011 (foi campeão desta) pelo Uruguai?
Experiências inesquecíveis para um jogador. Desde a chegada do (Óscar) Tabárez (técnico), em 2006, é praticamente o mesmo grupo. Nos tornamos amigos. É mais ou menos o que ocorre com a Seleção Brasileira agora, e no Palmeiras pode ser assim. Se você está feliz no grupo, as coisas saem melhor.