icons.title signature.placeholder Roberto Assaf
19/11/2014
15:06

Atlético e Cruzeiro iniciaram 1987 brigando por uma vaga nas semifinais do Brasileiro de 1986. Os dois jogos terminaram empatados e arrastaram multidões ao Mineirão. O 0 a 0 de 8 de fevereiro teve 94.381 torcedores. E o 1 a 1 de três dias depois 90.190. E o Galo, por ter melhor campanha ao longo do campeonato, seguiu para a etapa seguinte, na qual foi eliminado pelo Guarani-SP.

As partidas que decidiram o Mineiro aconteceram em 29 de julho e 2 de agosto, com públicos mais modestos, e no entanto bastante significativos para a época atual. A primeira, com 40.963 pessoas, terminou 0 a 0. A segunda, com 77.449, deu Cruzeiro: 2 a 0. O resultado deu o título aos azuis e ainda impediu o tri do rival.

Em 1988, porém, o Atlético de Telê Santana voltou a ganhar. Há quem considere o duelo realizado em 10 de julho como decisão de título. Mas o fato é que o jogo definiria apenas o campeão do segundo turno. O Alvinegro venceu por 1 a 0, gol de Jason, de cabeça, com 13 minutos de bola rolando. E como já havia conquistado o primeiro turno, comemorou. Correu um boato que o Cruzeiro triunfaria, para forçar mais dois jogos. E os atleticanos que acreditaram em marmelada acabaram quebrando a cara. Por causa disso, porém, o público foi de apenas 23.177 pagantes.

Em 1989, o Galo foi bi mineiro, em campeonato disputado por pontos corridos, terminando a fase derradeira com 25 deles, contra apenas 19 da Raposa. Uma nova decisão de fato entre ambos aconteceu em 1990. Foi em 3 de junho, no Mineirão, em partida única. O Cruzeiro venceu por 1 a 0, gol de Careca aos 10 minutos do segundo tempo, escorando cruzamento de Édson.

Em 1991, o Atlético voltou a ser o campeão, ao conquistar o hexagonal final com 15 pontos, na frente do Democrata de Governador Valadares, com 11, e do Cruzeiro, com 10. Em 1992, os azuis retomaram o título, em decisão com o América. E em 1993 foi a vez do próprio América quebrar enfim um jejum de 22 anos.