icons.title signature.placeholder Jonas Moura e Thiago Fernandes
10/04/2014
16:57

Para sair com o título da Superliga Masculina 2013/2014 e dar o troco no Sesi-SP após o revés sofrido em 2011, o Sada Cruzeiro confia na força de seus fanáticos torcedores, que já esgotaram os ingressos para a partida de domingo, no Mineirinho, em Belo Horizonte. A expectativa é de que o local receba público de 14 mil pessoas. Embora o estigma de torcida de futebol ainda exista, o ponteiro Filipe acredita que já exista um apelo expressivo pelo vôlei por parte dos cruzeirenses.

– Acho que a torcida aprendeu a nos apoiar, seja no Riacho ou em Betim. É uma torcida que aprendeu a gostar de voleibol, não é apenas uma torcida de futebol. Tem um pouco de pressão e cobrança. Quando requer cobrança, eles cobram, pedem ‘raça’. Eles fazem o papel deles e nós temos que fazer o nosso. O apoio é um fator crucial – disse o atacante, que esteve na derrota para o Sesi há três anos, no mesmo local.

Para dar o troco na equipe da capital paulista, Filipe tem em mente que será preciso driblar um bloqueio alto e um saque potente. Mas o jogador se apega na experiência adquirida pelo Sada nos últimos anos, com as conquistas do Mundial de Clubes e do Sul-Americano, e vê o elenco preparado para o desafio.

– Fica um clima de revanche por aquela final, mas acho que amadurecemos bastante. Aprendemos a jogar as finais e acho que estamos preparados para mais essa decisão no domingo – garantiu.

Nas estatísticas, o Sada Cruzeiro lidera o quesito ataque, seguido pelo Sesi. No bloqueio, porém, a vantagem é dos paulistas, que aparecem na segunda posição, enquanto a equipe mineira ocupa o sexto lugar no fundamento liderado pelo Voltaço.

– Vejo como equipes que jogam praticamente iguais. Ambas têm jogadores que sacam pesado e podem fazer a diferença. Eles têm muitos atletas altos, como o Lucão e o Renan. É um time que cresce com o bloqueio e tem bom sistema defesivo. O Lucarelli vem tentando conquistar seu espaço, estourando bola. E o Murilo é um cara que faz diferença no grupo, mesmo que ainda esteja recuperando o ritmo de antes.