icons.title signature.placeholder Igor Siqueira
19/06/2014
12:38

O chefe de segurança da Fifa, Ralf Mutschke, o gerente geral de segurança do COL, Hilário Medeiros, e o secretário de segurança para grandes eventos do governo federal, Andrei Rodrigues, foram colocados na parede nesta quinta-feira, após a invasão do Maracanã por parte mais de cem torcedores chilenos.

Em uma coletiva que não serviu para revelar muito quais medidas serão tomadas para evitar que incidentes do mesmo tipo aconteçam, o diretor da Fifa foi quem bateu com mais força no problema de segurança apresentado no palco da final da Copa-2014.

- É embaraçoso, temos que proteger os jornalistas e a imprensa. Mas também temos que proteger os torcedores. Pode-se explicar o que aconteceu, que eles arrombaram o portão. E um grupo correu par ao perímetro interno. Acreditem, todos tivemos reuniões para avaliar a situação para ter certeza que isso não irá se repetir. As reuniões estão em andamento. Não é grande segredo o que irá ser avaliado - disse Mutschke.

Por parte do COL e do governo brasileiro, as ações de repressão não foram reveladas. Apenas foi dito que reuniões vão definir os passos.

- Haverá reuniões no níveis operacionais do COL/Fifa e organismos de defesa para definir operacionalmente o que vai ser feito. Já reafirmamos os protocolos. Hoje e amanha fecharemos os procedimentos - disse Andrei.

O pronunciamento dos responsáveis pela segurança da Copa misturou, curiosamente, até declarações positivas sobre o trabalho de contingência dos torcedores, ainda que muitos dos invasores - o COL ainda não tem noção da quantidade, porque vai avaliar as câmeras de segurança ainda - tenham conseguido assistir ao jogo.

- Houve uma ruptura do perímetro de segurança e aí eles adentraram. Houve um trabalho de contenção, para preservar a integridade de todos. Não houve violência com os que invadiram. Para chegar próximo ao estádio, muitos estão usando o artifício de ingressos de jogos passados e outros chegaram bem mais cedo, por volta das 8h. Isso tudo faz parte de uma análise que estamos fazendo - disse Hilário Medeiros.

O número atualizado é de 85 chilenos detidos por causa da invasão. Eles foram liberados e têm 72 horas para deixar o Brasil.