icons.title signature.placeholder Eduardo Mendes, Maurício Oliveira e Thiago Salata
01/07/2014
09:06

A questão emocional do grupo da Seleção preocupa o técnico Luiz Felipe Scolari, mas parece não afetar diretamente os jogadores. O choro do capitão Thiago Silva antes das cobranças de pênaltis contra o Chile e o fato de a maioria dos atletas ter "desabado" após a vitória foram repercutidos com o volante Fernandinho. Apesar das sinalizações de desequilíbrio nos momentos de pressão, o jogador diz que o momento precisa ser direcionado apenas para o trabalho em campo.

- O preparo começou em 26 de maio. Tivemos boas conversas com psicólogos, não é hora de trabalhar parte emocional porque todos estão conscientes do que têm de fazer em campo. E mostrar por que estamos aqui - justificou o volante.

Durante a preparação do time, a equipe da psicóloga da Seleção, Regina Brandão, traçou um perfil de cada atleta convocado e a análise foi entregue a Felipão. Depois, o treinador chegou a dizer que a forma de trabalhar internamente com alguns jogadores mudou.

O grupo, agora, se apega à experiência daqueles que já disputaram outros Mundiais para tentar minimizar o cenário de cobrança.

- As conversas com as psicólogas foram boas, mas agora as conversas são entre os jogadores, que são todos experientes e cascudos. Conseguimos analisar e mudar algo que seja necessário. Todo mundo sabe o que precisa melhorar e manter - ponderou.

Aparentemente mais sereno e frio, Fernandinho diz que não faz trabalho algum específico para entrar em campo com o emocional equilibrado.

- Eu procuro ficar da maneira mais tranquila possível. Procurou me focar ao máximo e não tenho superstição. Tento mentalizar o que vai acontecer em campo para tomar as decisões rapidamente - disse o jogador.