icons.title signature.placeholder Gabriel Cassar
16/02/2015
18:37

Dez anos de idade separam os tenistas André Sá e João Souza, o Feijão. A diferença, porém, não parece ter efeito negativo na dupla brasileira, que estreou com vitória no Rio Open, passando pelos argentinos Maximo Gonzales e Juan Monaco, por 2 sets a 1. Com direito a "pneu", os atletas mostraram que a sintonia não poderia estar melhor.

– A gente se dá bem fora de quadra, o que ajuda dentro dela. Nos conhecemos bem, fazemos "piadinhas" um com o outro. Acho que a gente se completa muito. Sinto que podemos ganhar de qualquer dupla. Ele me ajuda na rede e eu tento fazer o meu melhor na devolução e no saque. Temos uma comunicação muito boa e confiamos um no outro. Se conseguirmos, pelo ranking, jogar mais torneios, tenho certeza que iremos fazer um bom trabalho – afirmou Feijão.

Para André Sá, a diferença de idade não incomoda, apesar das provocações de Feijão. Com 37 anos, o mineiro é um dos tenistas mais experientes no circuito. Na próxima rodada, a dupla pode encontrar Marcelo Melo e Fabiano de Paula, também do Brasil. Para Sá, a tarefa não será nada fácil.

– Joguei quase três anos junto com o Marcelo, sei que vai ser um jogo complicado. Estou torcendo por eles, espero que ganhem e enfrentem a gente. Como eu falei, eu e Feijão estamos aqui para ganhar e nosso objetivo é chegar à final.

Sobre o jogo, os dois tenistas ressaltaram a quadra "pesada", em virtude da chuva fina que ocorreu durante a tarde. Feijão volta às quadras nesta terça-feira, quando encara, pelo torneio de simples masculino, o argentino Facundo Arguello. O brasileiro comentou que jamais venceu o "hermano" (quatro derrotas em quatro jogos", mas garantiu estar confiante para quebrar a escrita neste Rio open.

– Nunca ganhei dele. É um jogador mais novo, vem subindo bem no ranking, especialmente quando joga no saibro. Eu venho bem,  fiz um bom torneio em São Paulo, estou confiante e com a torcida do meu lado. A pressão é toda dele! – brincou o jogador.