icons.title signature.placeholder Eduardo Mendes, Felipe Bolguese,
Maurício Oliveira, Rodrigo Vessoni e Thiago Salata
08/07/2014
22:07

O jogo do próximo sábado, que define terceiro e quarto colocados na Copa do Mundo, deve ser o último de Luiz Felipe Scolari como técnico da Seleção Brasileira. Ou pelo menos nesta segunda passagem, que começou em fevereiro de 2013, com derrota para a Inglaterra por 2 a 1. O contrato do treinador com a CBF termina com o Mundial e ele pretende se desligar e tirar férias imediatamente, de acordo com seu staff.

Antes da Copa do Mundo, o presidente da CBF, José Maria Marin, afirmou que, por ele, Felipão continuaria no comando em caso de sucesso ou fracasso da Seleção, embora admitisse que o técnico o avisara que sairia em qualquer hipótese. Depois, não tocou mais no assunto.

Na mesma ocasião, Marin disse que o substituto natural de Felipão seria Alexandre Gallo, que comandou a Seleção Brasileira sub-20 até começar a trabalhar como espião de Scolari no Mundial. Gallo, ainda inexperiente, não deve assumir a equipe principal, mas é o maior favorito para a Seleção Olímpica, que começará a ser preparada para a Olimpíada do Rio, em 2016.

A Seleção já tem amistosos agendados para o segundo semestre deste ano. E haverá pouco tempo para a troca de comando. No dia 5 de setembro, em Miami, enfrenta a Colômbia, no jogo que pode marcar o reencontro de Neymar com o lateral Zúñiga, responsável pela joelhada que o tirou da Copa. Depois, terá o Superclássico das Américas, contra a Argentina, em Pequim (CHI), e a partida diante da Turquia, em Istambul (TUR), nos dias 11 de outubro e 12 de novembro, respectivamente.

Por enquanto, o primeiro da lista para o lugar de Felipão é Tite, sem clube desde que deixou o Corinthians, no fim do ano passado. O trabalho que ele fez no clube e a forma como conquistou a Libertadores de 2012, de forma invicta, são usadas por quem defende seu nome na CBF.

A decisão sobre o novo treinador será tomada por Marin e Marco Polo Del Nero, sucessor já eleito na presidência da CBF.

Como o LANCE!Net divulgou na última segunda-feira, o Grêmio ainda sonha com a contratação de Felipão para assumir cargo na diretoria de futebol depois da Copa. Scolari seria uma espécie de coordenador, função semelhante à exercida por Carlos Alberto Parreira na Seleção Brasileira. Hoje, o clube gaúcho tem dois nomes fortes trabalhando na gerência de futebol: o diretor-executivo Rui Costa e o assessor Marcos Chitolina. O presidente Fábio Koff também participa das discussões do setor.

Quem conhece bem Felipão lembra que Koff o “ama”, mas diz que não passa por sua cabeça mudar de função no futebol agora.