icons.title signature.placeholder Jonas Moura
22/03/2014
07:03

O tempo fez bem a Fábio Luiz. Medalhista de prata nos Jogos Olímpicos de Pequim (2008), o capixaba de 35 anos já deixou para trás a decisão anunciada no ano passado de encerrar a carreira em 2016. O desânimo pelas constantes lesões e a falta de patrocínio foi substituído por novas energias que o motivam a seguir na busca pelo retorno à Seleção Brasileira e jogar pelo menos até os 40.

Desde o início do ano, o jogador conta com o apoio financeiro do Governo do Estado do Espírito Santo e da Contemporânea Engenharia. Ao lado do jovem Daniel Souza há seis meses, ele vem buscando retomar um espaço que foi perdido em razão de três cirurgias no joelho. A última foi em 2012.  

- As coisas vão mudando na vida de um atleta. Meu grande objetivo é a Olimpíada de 2016. Depois, quero jogar até os 40. O Emanuel, com essa idade, é um grande exemplo. As lesões e a falta de patrocínio me desanimaram, mas tive apoio da minha família e consegui decolar novamente. Recarreguei as baterias. Vi que posso jogar muito ainda, e a CBV tem me dado apoio. Tudo é resultado. A partir do momento que eu voltar a conquistar bons resultados, as oportunidades vão aparecer - disse, ao L!Net.

O período em que ficou no esquecimento do público trouxe certa angústia. No momento em que as duplas que defenderão o Brasil no Circuito Mundial estão prestes a se apresentar em Saquarema, Fábio sabe que ainda há um caminho a percorrer até recuperar o lugar onde ele esteve durante muito tempo. Seu melhor resultado no circuito nacional este ano foi o quinto lugar em Natal.  

- Eu não sumi porque deixei de me dedicar. Foi pelas lesões. Houve uma grande renovação ao mesmo tempo. É claro que a gente fica sentido. Gostaria de jogar o Circuito Mundial. Adoro defender o Brasil. Você tem que gostar de defender sua seleção. Recebi propostas de jogar por outros países, mas recusei. Minha história está aqui. 

Além da medalha olímpica na China, Fábio Luiz tem no currículo o ouro no Campeonato Mundial em 2005 ao lado de Márcio. A parceria de sucesso ficou marcada na vida do atleta, que hoje não esconde o desejo de, algum dia, voltar a jogar ao lado do cearense.

- Sou muito grato ao Márcio. Ele me ensinou a ser um campeão dentro e fora da quadra. Enfrentamos muitas dificuldades juntos. Diria que a história do voleibol passa pela dupla Márcio/Fábio Luiz. Seria um prazer jogar novamente com ele. Cada um tem seus projetos, ele acaba de ser campeão brasileiro. Mas quem sabe, né? Se vier um convite da parte dele, eu aceito.

* O repórter viaja a convite da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV)