icons.title signature.placeholder Leo Burlá
14/07/2014
18:07

Raymond Whelan, diretor executivo da Match, se entregou à Justiça e já está na Cidade da Polícia, no Jacaré, no Rio de Janeiro.

Acusado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) de ser o líder de um esquema de venda ilegal de ingressos para uma quadrilha de cambistas internacionais, o britânico será encaminhado ainda nesta segunda ao Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu. Antes, o executivo vai ser submetido a exames no Instituto Médico Legal.

Em companhia do advogado Fernando Fernandes, Whelan se entregou no início desta tarde no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, após permanecer foragido por quatro dias. Na tarde da última quarta, a Justiça decretou a prisão preventiva de Whelan por conta de sua suposta ligação com a máfia.

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O grupo, de acordo com a Polícia Civil, esperava lucrar até R$ 200 milhões vendendo entradas para partidas da Copa por preços acima do mercado.

 Mais cedo, no Maracanã, Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa, insinuou que casos semelhantes ainda acontecerão.

- Também tivemos casos de revenda ilegal de ingressos e prendemos pessoas na Árica do Sul. Não acho que vamos acabar com o sistema. Nós, Fifa, vendemos todos os ingressos pelo preço de face. Isso está claro. Há 3 milhões de ingressos que vão para terceiras partes, pacotes de hospitalidade. O que eles fazem com os ingressos é o que estamos lutando contra. Há regras para uso dos ingressos - disse.

A Match é a única empresa autorizada pela Fifa a vender pacotes de ingressos e também os pacotes de hospitalidade. Advogado que trabalha no escritório que presta serviços para Whelan, Nilson Paiva não quis se pronunciar sobre o caso de seu cliente.