icons.title signature.placeholder Walter de Mattos Junior
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14/07/2013
13:00

O tempo é inclemente, mesmo com os mais vitoriosos. Não somos imortais e, como já disse o supercraque Zico, o grande jogador morre duas vezes: uma quando aposenta as chuteiras e outra quando nos chama aos céus. Juvenal Juvêncio, como diretor de futebol e como presidente, e Rogério Ceni têm muito em comum. A paixão pelo Sampa, carreiras supervitoriosas, com campeonatos mundiais, Libertadores, tri do Brasileiro... Quer mais? Ninguém ganhou tanto no Brasil nas últimas décadas.


Juvenal Juvêncio com Rogério Ceni no Morumbi (FOTO: Miguel Schincariol/LANCE!Press)

Há pouco tempo, o clube era exemplo de boa gestão e olhava de cima para os outros clubes. JJ teve a chance de modernizar o clube, abrindo-o para uma nova governança, empresarial, e mais uma vez o SPFC estaria à frente de seus pares. Em vez disto, se apegou ao cargo, não preparou sucessor e a mudança do estatuto foi para ficar mais um mandato. Mereceria estátua como o presidente com mais taças da história do glorioso clube.

Ceni, por sua parte, é a exceção à regra. Exemplo de ídolo, permaneceu no Tricolor enquanto todos os de seu quilate ou menos partiam para carreira no exterior. Fez mais de 100 gols como goleiro, recorde mundial. Vem adiando a aposentadoria e sofrendo com o time que não se acerta, num clube que parou de acertar faz algum tempo. Pode ser que tanto JJ quanto RC queimem os que desejam que se retirem de cena. Eu ficaria feliz. Como é difícil parar!!!

Explicação

A chegada de Clarence Seedorf ao Botafogo representou uma lufada de ar fresco tanto no Alvinegro, quanto no futebol carioca e brasileiro. Foi uma surpresa ele vir. Surpreendeu os que esperavam um jogador em fim de carreira, sem fôlego e querendo sombra e água fresca do balneário carioca. Tomou conta do time, como líder inconteste, gerando até críticas de que manda demais. Difícil encontrar quem não o admire, com seu toque ultra refinado. Por tudo isto, fica incompreensível sua atitude ao dar entrevista com a camisa de um rival, após vitória com gol seu no último domingo. Ao não explicar se foi acidental ou um recado, fomenta boatos e não casa com o perfil de alguém capaz de lidar com as dificuldades de maneira aberta e madura. Melhor falar, Seedorf!


Seedorf vestiu a camisa do Flu após clássico em Recife (FOTO: Allan Torres/Fotoarena)

Quem lê, sabe mais

Um sábio amigo cunhou uma frase que revela muito não só do Flamengo, como do modelo de gestão amador dos negócios bilionários do futebol brasileiro, que fatura mais de R$ 3 bilhões por ano. O Capitão Léo, membro do Conselho Fiscal do clube, para o bem ou para o mal, é um dos únicos que sabe ler balanços e contratos do clube. Por isto, mesmo os que não gostam dele, admitem sua razão ao apontar conflito de interesses e pedir o afastamento do vice de marketing do CRF, por ser este presidente da Sky, operadora de TV por assinatura. Para se ter conflito, não é preciso estar numa situação de fato, mas haver a possibilidade de um futuro conflito. O caso atrapalha uma gestão que deveria ser exemplar em todos os sentidos. À mulher de César...

Luiz Eduardo Baptista, vice de marketing do Flamengo (FOTO: Alexandre Vidal/Fla Imagem)

Gigante

O Maraca é desejado por Fla e Flu, mas o custo de uso deste monumento é muito alto. O consórcio vitorioso oferece pouco e alega que não pode ir além. Tudo está mais nebuloso do que deveria ser, para uma concessão de um patrimônio público que deve ter tudo muito às claras. Não se pode aceitar que a confidencialidade prevaleça neste caso. Nas condições divulgadas, melhor fez o Fla que não foi além deste ano. Sou a favor da administração privada do estádio, mas transparência já!

O cardume minguou

O Comitê de Gestão do Santos foi, num quadro de pouca competência de seriedade na maioria dos clubes, um alento. Se previa que não durasse muito, mas desmoronou muito rápido. Pena. Ainda mais pelo estado frágil do Laor, que tem que reerguer o clube após a saída do maior ídolo pós-Pelé. Cada dia me convenço mais que a solução não está na mudança por evolução. Só a revolução rumo a um modelo novo de propriedade e de gestão nos elevará ao posto que podemos chegar.

Padrão Brasília

Hoje, no clássico Vasco x Flamengo, o Estádio Nacional Mané Garrincha terá mais uma chance de honrar o seu nome, já que sua operação tem sido abaixo da crítica. O torcedor está cansado de desculpas!

O tempo é inclemente, mesmo com os mais vitoriosos. Não somos imortais e, como já disse o supercraque Zico, o grande jogador morre duas vezes: uma quando aposenta as chuteiras e outra quando nos chama aos céus. Juvenal Juvêncio, como diretor de futebol e como presidente, e Rogério Ceni têm muito em comum. A paixão pelo Sampa, carreiras supervitoriosas, com campeonatos mundiais, Libertadores, tri do Brasileiro... Quer mais? Ninguém ganhou tanto no Brasil nas últimas décadas.


Juvenal Juvêncio com Rogério Ceni no Morumbi (FOTO: Miguel Schincariol/LANCE!Press)

Há pouco tempo, o clube era exemplo de boa gestão e olhava de cima para os outros clubes. JJ teve a chance de modernizar o clube, abrindo-o para uma nova governança, empresarial, e mais uma vez o SPFC estaria à frente de seus pares. Em vez disto, se apegou ao cargo, não preparou sucessor e a mudança do estatuto foi para ficar mais um mandato. Mereceria estátua como o presidente com mais taças da história do glorioso clube.

Ceni, por sua parte, é a exceção à regra. Exemplo de ídolo, permaneceu no Tricolor enquanto todos os de seu quilate ou menos partiam para carreira no exterior. Fez mais de 100 gols como goleiro, recorde mundial. Vem adiando a aposentadoria e sofrendo com o time que não se acerta, num clube que parou de acertar faz algum tempo. Pode ser que tanto JJ quanto RC queimem os que desejam que se retirem de cena. Eu ficaria feliz. Como é difícil parar!!!

Explicação

A chegada de Clarence Seedorf ao Botafogo representou uma lufada de ar fresco tanto no Alvinegro, quanto no futebol carioca e brasileiro. Foi uma surpresa ele vir. Surpreendeu os que esperavam um jogador em fim de carreira, sem fôlego e querendo sombra e água fresca do balneário carioca. Tomou conta do time, como líder inconteste, gerando até críticas de que manda demais. Difícil encontrar quem não o admire, com seu toque ultra refinado. Por tudo isto, fica incompreensível sua atitude ao dar entrevista com a camisa de um rival, após vitória com gol seu no último domingo. Ao não explicar se foi acidental ou um recado, fomenta boatos e não casa com o perfil de alguém capaz de lidar com as dificuldades de maneira aberta e madura. Melhor falar, Seedorf!


Seedorf vestiu a camisa do Flu após clássico em Recife (FOTO: Allan Torres/Fotoarena)

Quem lê, sabe mais

Um sábio amigo cunhou uma frase que revela muito não só do Flamengo, como do modelo de gestão amador dos negócios bilionários do futebol brasileiro, que fatura mais de R$ 3 bilhões por ano. O Capitão Léo, membro do Conselho Fiscal do clube, para o bem ou para o mal, é um dos únicos que sabe ler balanços e contratos do clube. Por isto, mesmo os que não gostam dele, admitem sua razão ao apontar conflito de interesses e pedir o afastamento do vice de marketing do CRF, por ser este presidente da Sky, operadora de TV por assinatura. Para se ter conflito, não é preciso estar numa situação de fato, mas haver a possibilidade de um futuro conflito. O caso atrapalha uma gestão que deveria ser exemplar em todos os sentidos. À mulher de César...

Luiz Eduardo Baptista, vice de marketing do Flamengo (FOTO: Alexandre Vidal/Fla Imagem)

Gigante

O Maraca é desejado por Fla e Flu, mas o custo de uso deste monumento é muito alto. O consórcio vitorioso oferece pouco e alega que não pode ir além. Tudo está mais nebuloso do que deveria ser, para uma concessão de um patrimônio público que deve ter tudo muito às claras. Não se pode aceitar que a confidencialidade prevaleça neste caso. Nas condições divulgadas, melhor fez o Fla que não foi além deste ano. Sou a favor da administração privada do estádio, mas transparência já!

O cardume minguou

O Comitê de Gestão do Santos foi, num quadro de pouca competência de seriedade na maioria dos clubes, um alento. Se previa que não durasse muito, mas desmoronou muito rápido. Pena. Ainda mais pelo estado frágil do Laor, que tem que reerguer o clube após a saída do maior ídolo pós-Pelé. Cada dia me convenço mais que a solução não está na mudança por evolução. Só a revolução rumo a um modelo novo de propriedade e de gestão nos elevará ao posto que podemos chegar.

Padrão Brasília

Hoje, no clássico Vasco x Flamengo, o Estádio Nacional Mané Garrincha terá mais uma chance de honrar o seu nome, já que sua operação tem sido abaixo da crítica. O torcedor está cansado de desculpas!