icons.title signature.placeholder Bruno Cassucci
03/11/2013
07:01

Deixa que digam, que falem, que pensem... Claudinei Oliveira parece imune às críticas. Apesar de boa parte da torcida santista não suportar Everton Costa, o treinador insiste com o atacante. A entrega e o papel tático do jogador fazem o comandante alvinegro ter a convicção de que ele é importante e merece ser titular.

Everton também diz não se abalar com as cornetadas e agradece ao apoio do técnico. Ao LANCE!Net, ele revelou o que Claudinei lhe pede e demonstrou confiança.

– Ele fala para primeiro marcar, ajudar a defender, para depois atacar. O Claudinei pede para eu recompor, ajudar bastante o Cicinho, o Montillo e o Arouca pelo lado direito. Tenho essa capacidade, tenho pulmão e velocidade. Sei do meu potencial e o que posso fazer – disse.

Neste domingo, às 17h, na Vila Belmiro, contra o Cruzeiro, o camisa 11 do Peixe reencontrará Marcelo Oliveira, outro técnico que lhe bancou apesar de contestações da torcida. Ano passado, no Coritiba, Everton também ouvia reclamações pela falta de gols, mas era elogiado pelo treinador, que exaltava sua importância na marcação e criação.

– Ele me ensinou bastante a marcar, a voltar para recompor a linha de quatro jogadores no meio, acompanhar os alas... O Marcelo sempre falava para eu fazer meu jogo, acreditar no meu potencial e, quando pegar a bola, ir para cima, confiar na velocidade que tenho – lembra.

Autor de dois gols em 15 jogos pelo Santos, Everton espera aumentar a conta contra a Raposa, a fim de ganhar moral com a torcida e ajudar o time a voltar a sonhar com Libertadores. Apesar de grato a Marcelo, neste domingo ele quer retribuir a confiança de Claudinei:

– Se fosse outro técnico, já teria me tirado pela pressão – reconhece.

Bate-Bola com Everton Costa, atacante do Santos, em entrevista ao LANCE!Net

Como será o reencontro com o Marcelo Oliveira, seu ex-técnico?
Maravilhoso. Tenho lembranças boas, fomos campeões paranaenses juntos e tenho muito a agradecer a ele. Foi o Marcelo que me levou ao Coritiba, me deu oportunidade de jogar e me ensinou muito.

Assim como o Claudinei, o Marcelo te bancou no Coritiba. Por que os treinadores gostam de você?
Eles sabem o quanto posso ajudar dentro de campo. Não se desaprende a jogar futebol, posso ajudar muito o time. Os dois são bons técnicos e me ajudaram, cada um tem sua maneira de trabalhar.

O fato de o Claudinei sempre te elogiar nas entrevistas ajuda?
É importante ter essa confiança do treinador, isso motiva mais o atleta. Ele sabe o que eu posso contribuir dentro de campo, por isso ele me defende e fala para eu jogar tranquilo, ter calma... Só tenho a agradecer por ele me manter na equipe. Ele tem opinião forte, está me bancando e eu vou aproveitar as chances.

A pressão não te atrapalha?
Estou dando meu máximo para ajudar o time a vencer, estou tranquilo, faço meu trabalho.

Você perdeu um gol que poderia ter decidido o clássico contra o Corinthians. Como lidou com isso?
Fiquei com aquele lance na cabeça, ainda mais por ser um clássico. Se faço, mudaria tudo. Fiquei uns dois dias com o lance na cabeça, revi na TV, pensei no que dava para fazer. Mas, no momento, tive que pensar rápido e chutei cruzado.