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16/04/2014
18:28

A queda do guindaste nas obras da Arena Corinthians, em novembro de 2013, ainda gera dor de cabeça. Com a construção do estádio quase finalizada, empresas especializadas e universidades estudam as causas do acidente.

O mais recente laudo foi feito pela GeoCompany. Em parecer de mais de mil páginas, encomendado pela construtora Odebrecht, responsável pelo estádio, a empresa concluiu que o solo não foi responsável pelo acidente, e que a superfície do terreno estava de acordo com as definições do fabricante do equipamento.

A empresa alemã Liebherr, fabricante do guindaste, já havia encomendado um estudo à UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) para saber as causas do acidente, que transformou seu guidaste de R$ 40 milhões em sucata. Como divulgado pelo jornal "Folha de S. Paulo" no último dia 4, o laudo apontou que o solo era o responsável pela queda do guindaste.

Segundo a GeoCompany, os dados de compactação do terreno da Arena Corinthians são superiores a 95%, suficientes para aguentar as operações do guindaste. A UFRJ, por sua vez, havia apontado dados diferentes, afirmando que a região do acidente estava com índices abaixos do indicado. Outro dado apontado pela UFRJ foi a proteção do solo. Segundo o estudo, a proteção não era suficiente para aguentar o peso do guindaste (420 toneladas). Em oposição, a GeoCompany afirmou que o solo é homogêneo, rígido, estável, resistente e de baixa permeabilidade.

O ACIDENTE

Em 27 de novembro de 2013,  o guindaste de modelo LR 11350, considerado o maior do Brasil, com capacidade para erguer até 1.500 toneladas, concluía o içamento do último módulo da estrutura da cobertura metálica do estádio, quando a haste de sua lança foi rompida e tombou, causando a queda da peça sobre parte do prédio Leste. O acidente causou a morte de dois operários da Arena Corinthians.

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