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01/11/2014
14:46

A queniana Rita Jeptoo, considerada uma das melhores maratonistas da atualidade, foi flagrada em um exame antidoping fora de competição e testou positivo para eritropoietina (EPO). Geralmente, atletas que utilizam tal hormônio e são considerados culpados após a análise do caso costumam pegar suspensões duras, por volta de dois anos.

Jeptoo, no entanto, declarou ser inocente a dirigentes do atletismo queniano (ela não se pronunciou oficialmente até o momento) e ainda não teve a contraprova analisada - apenas a amostra A teve seu resultado revelado.

- Depois que recebemos uma carta da Iaaf (Associação Internacional das Federações de Atletismo), intimamos Rita Jeptoo para um encontro em Nairóbi. Ela negou ter ingerido qualquer substância. Não podemos condená-la ainda. Ela tem o direito de contestar isso e pedir a análise da contraprova - disse Jackson Tuwei, vice-presidente da Federação Queniana de Atletismo, à agência AFP.

A corredora de 33 anos faturou nesta  temporada o prêmio de melhor maratonista de 2014 ao ser campeã do World Marathon Majors, circuito que reúne as maiores maratonas do mundo (Tóquio, Boston, Londres, Berlim, Chicago e Nova York) e distribui pontos e prêmios de acordo com o resultado dos atletas. Jeptoo somou 100 pontos, contra 65 da compatriota Edna Kiplagat.

Com o título, ela teria direito a receber US$ 500 mil (cerca de R$ 1,2 milhão), que seria entregue neste domingo na Maratona de Nova York. Com o teste positivo, porém, o pagamento foi adiado. Os organizadores do circuito emitiram neste sábado um comunicado oficial sobre o tema.

"Os organizadores do World Marathon Majors estão desapontados em saber que Rita Jeptoo aparentemente testou positivo para uma substância proibida. Estamos na dianteira na luta contra o doping em nosso esporte, e tem uma regra de que nenhum atleta poderá vencer o circuito se quebrar alguma regra da Iaaf", divulgou a World Marathon Majors.

Jeptoo tem como principais resultados na carreira o tricampeonato na Maratona de Boston e o bi em Chicago. Ela tem o oitavo melhor tempo da história da modalidade, ao registrar 2h18m57 em Boston no ano passado.