icons.title signature.placeholder Fábio Suzuki
16/06/2014
09:30

Patrocinadora da Copa do Mundo e da Seleção Brasileira, a Ambev está com diversas ações voltadas para o Mundial de futebol com a marca Brahma. A expectativa da companhia é impactar cerca de 100 milhões de brasileiros com eventos, bares temáticos, ações nas Fan Fests e quiosques, locais que transmitirão os jogos da Copa e comercializarão a cerveja da empresa.

Nessa entrevista para o Diário Lance!, o vice-presidente de marketing da Ambev, Pedro Earp, afirma que a companhia está investindo três vezes mais que o ano passado por conta da realização do Mundial de futebol no Brasil e comenta os desafios de se realizar uma ação de tamanha abrangência durante o evento.

Qual o objetivo da companhia com as ações voltadas para a Copa?
Iremos realizar uma série de ações durante o torneio com a intenção de democratizar a Copa do Mundo no Brasil. Nossa intenção é impactar 100 milhões de brasileiros através micro e macro eventos que serão realizados por todo o país, cerca de 1,5 mil bares temáticos, mais de 250 quiosques com transmissão dos jogos, além das ações nas Fan Fests e arenas da Brahma nas proximidades dos estádios. E claro que toda a nossa comunicação está atrelada à essa intenção de democratizar o evento.

Qual o principal desafio para realizar tantas iniciativas pelo país?
Sem dúvida é a logística que essas ações demandam. Fazer 250 eventos para até cinco mil pessoas necessitam de grandes estruturas e o esforço para deixar tudo pronto é imenso. São telões, bares, estruturas e abastecimento que têm de funcionar perfeitamente.

As manifestações têm influenciado as ações da companhia para o Mundial?
A Brahma vem com essa estratégia democrática desde 2011 e a Copa das Confederações foi um excelente teste para nós. Tudo o que está acontecendo no país nesse momento só eleva a importância da estratégia adotada por nós para esse evento. O aspecto de democratização nos levou a um esforço bem maior para realizar todas as ações e as pessoas ajudaram a companhia a fazer essa festa para todos os brasileiros.

Em comparação com 2013, que teve a Copa das Confederações, qual foi o aumento nos investimentos da Ambev para este ano de Copa?
Nossos investimentos para este ano são três vezes maiores que o do ano passado e nossa expectativa de venda também acompanha esse crescimento. A Copa do Mundo é o equivalente a um verão e 2014 terá vendas em alta praticamente o ano inteiro por conta do evento.

Como será a ativação nas Fan Fests?
Em todos as 12 cidades-sedes estaremos com copos tematizados em relação ao local da festa e os eventos terão estruturas disponibilizadas pela Brahma. Além disso, vamos ativar a marca com diversas ações, como um espaço para as pessoas tirarem fotos e registrar esse momento.

Como será a venda de cerveja dentro dos estádios?
Vamos comercializar três marcas de cerveja em todos os 12 estádios da Copa, que são: Brahma, Brahma Zero e Budweiser. E toda a logística de abastecimento da bebida nas arenas será realizada em conjunto com a Fifa. Como eu disse, um Mundial é para nós um segundo verão durante o ano.

Recentemente, houve uma polêmica em relação à produção da edição limitada “Brahma Seleção Especial”, de que a produção de cevada não teria ocorrido na Granja Comary, como divulgado. Qual a avaliação da companhia sobre essa polêmica?
Foi leviano falarem que não havia produção na Granja Comary. É claro que não tinha mais plantação lá pois ela foi toda colhida no início do ano para ser lançada nesse período do evento. Na verdade, plantamos em agosto de 2013 e a cevada foi colhida em dezembro, e em abril distribuímos para todo o mercado.

Mas o tamanho da plantação na Granja Comary era suficiente para produzir uma edição limitada de cerveja para o Brasil inteiro?
Calculamos uma dimensão para que a cevada da Granja estivesse em todas as garrafas e, claro, preservando a fórmula de Brahma. Não que tenha toda a cevada da Granja, mas garantimos que todas as garrafas tenham cevada de lá.

E a companhia está preparando ações para os casos de vitória e derrota do Brasil na Copa?
Tem que ter uma surpresa para a vitória do Brasil e isso ocorrerá. E é claro que todos os cenários têm de estar mapeados, mas no caso da derrota não temos discutido muito.

E qual está sendo o maior desafio da companhia com essa Copa?
Nossa maior desafio é o de deixar um legado onde as pessoas lembrem desse momento de festa no futuro. Essa é a maior iniciativa que podemos realizar e estamos trabalhando para fazer isso.