icons.title signature.placeholder Maurício Oliveira e Thiago Salata
11/07/2014
19:43

A última entrevista coletiva pré-jogo da dupla Luiz Felipe Scolari e Thiago Silva, que aconteceu antes de todas as sete partidas da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, foi marcada pela descontração do técnico. Felipão voltou a tratar o vexame da semifinal como um acidente, bateu de novo na tecla de que o trabalho é bom e até impediu o seu capitão de fazer análise pública da comissão técnica.

- O Thiago não vai na minha presença dizer se é ruim, ou bom - interrompeu Scolari, quando o zagueiro foi questionado a respeito. O capitão elogiou o chefe.

- Não é porque ele está do meu lado. Eu já falei o quanto confiamos nele, o quanto crescemos. Tudo começou com o Mano formando o grupo, a saída é sempre difícil de se assimilar. Não é crucificá-lo por um erro, um acerto. Estamos juntos. É um grupo. Quando erra, erra todo mundo. Ele falou que tem a parcela de erro. Nós temos a nossa. Não é culpar o Felipão, nós jogadores estávamos no campo. Eu me incluo, como capitão. Aconteceu, só vai acontecer daqui 100 anos. Foi um momento de seis minutos de pane, resultado trágico - disse Thiago.

Fazendo piadas com o funcionário da Fifa que organiza a entrevista coletiva e com alguns jornalistas, Felipão, assim como fez ao lado de toda a comissão técnica na quarta, na Granja Comary, amenizou o vexame do Mineirão.

- Ficou arranhada (a imagem) pelo resultado catastrófico. Mas tivemos chances de fazer dois ou três gols no começo do jogo. Poderia amenizar a derrota. Eles foram superiores. Não temos de nos envergonhar. Temos de envergonhar dos 7 a 1, mas tem coisas boas. Fizemos um bom trabalho, a derrota aconteceu. Nunca vamos seguir pelo caminho da derrota. Ficou marcada a derrota, como ficou marcado o título da Copa as Confederações, os cinco mundiais - disse Scolari.