icons.title signature.placeholder Alexandre Araújo
23/12/2013
08:01

O clima entre a diretoria do Flamengo e as partes que defendem Luiz Antonio parece cada vez pior. Depois das recentes declarações de Wallim Vasconcellos, vice-presidente de futebol, e de Rodrigo Tostes, vice-presidente de finanças, em relação à ação na Justiça que o volante move contra o clube, o empresário do jogador, Francisco Dambrós, rebateu a cúpula, tendo como principal alvo o departamento de futebol rubro-negro.

Segundo Dambrós, diferentemente do que vem afirmando, Wallim sabia, sim, do caso de Luiz Antonio e, inclusive, recebeu contato do próprio empresário durante o último mês de julho.

– Wallim está desinformado, sem memória ou está mentindo. No dia 24 de julho, depois de duas tentativas de falar com o (Paulo) Pelaipe (diretor executivo de futebol), telefonei e mandei uma mensagem para o Wallim para marcar uma reunião. Ele não respondeu. Pouco depois, Pelaipe me ligou e disse que não adiantava passar por cima dele e quem comandava o futebol era ele. Passei, então, a me reportar ao Pelaipe, mas sem sucesso – disse o empresário, que também confrontou Rodrigo Tostes:

– Em momento algum se falou em aumento de salário ou reajuste. Sempre se tentou obter um diálogo para acertar a vida financeira do atleta, mas o descaso e o desrespeito sempre foram uma constante.

Segundo o LANCE!Net apurou, antes mesmo de Luiz Antonio acionar a Justiça, familiares, inclusive os pais do jogador, chegaram a ir à Gávea para tentar falar com alguns dirigentes e acertar a situação, mas também não obtiveram êxito.

A ação, que gira em torno dos R$ 10 milhões, corre na 16ª Vara do TRT do Rio e há uma audiência marcada para o dia 15 de janeiro. A reportagem tentou contato com Paulo Pelaipe, mas não obteve resposta até o fechamento da edição.

O que diz o Flamengo?

> Wallim Vasconcellos, vice-presidente de futebol:

"Fomos surpreendidos com essa posição dos empresários dele. Não consta nada de débito com o atleta e, mesmo que tivesse, o procedimento seria procurar o Flamengo e mostrar que havia a dívida. Em nenhum momento fomos procurados pelos empresários"

"Tentamos ligar, mas o empresário nunca respondeu, sempre se escondendo. Se o Flamengo estivesse devendo... Até porque os valores envolvidos são irrisórios pelo que a gente viu na ação"

> Rodrigo Tostes, vice-presidente de finanças:

"O imponderável é que, quando um jogador vai bem, ele exige uma renovação para ganhar mais. Mas quando ele vai mal, o clube não pode discutir um salário menor para o ano seguinte. O que quero deixar claro é que estamos cumprindo o que o contrato pede. Na visão do Flamengo, isto é um absurdo"

O que diz o empresário?

> Francisco Dambrós, empresário de Luiz Antonio

"Wallim está desinformado, sem memória ou está mentindo. No dia 24 de julho, depois de duas tentativas de falar com o (Paulo) Pelaipe (diretor executivo de futebol do Flamengo), telefonei e mandei uma mensagem para o Wallim, marcando uma reunião. Ele não respondeu. Pouco depois, Pelaipe me ligou e disse que não adiantava passar por cima dele e quem comandava o futebol era ele"

"Se é mixaria ou não, não sei. Sei que são valores proporcionais ao salário do atleta. Ou será que só pode receber quem ganha salários altos?"

"Em momento algum se falou em aumento de salário ou reajuste. Sempre se tentou obter um diálogo para acertar a vida financeira do atleta, mas o descaso e o desrespeito sempre foram uma constante"