icons.title signature.placeholder Thayuan Leiras - SAT
11/06/2014
09:46

O 'calote' da DMX Tours em mais de 600 torcedores que pagaram por ingressos da Copa do Mundo ocorreu por insucesso, por parte da empresa, na compra dos bilhetes no site da Fifa. Quem afirmou foi o proprietário da companhia, o empresário Fábio Cajuhy, que falou ao LANCE!Net sobre o imbróglio envolvendo pacotes de viagens e entradas para partidas do Mundial.

Cajuhy tentou explicar um dos pontos mais controversos do problema: a própria aqusição dos ingressos. O dono da empresa carioca afirmou que a DMX vende os pacotes aos clientes e, após isso, tenta adquirir os bilhetes como qualquer outro torcedor, já que a instituição não é revendedora oficial da Fifa.

- Botaram que a gente vendia ingresso, e não é isso. Na verdade, nós fazemos a solicitação no lugar da pessoa. O cliente compra o pacote e nós tentamos todo o processo, desde o sorteio. É como se eles terceirizassem esse trabalho - afirmou Cajuhy ao LANCE!Net.

O empresário também explicou porque os ingressos não foram entregues, e culpou, inclusive, a própria organização do Mundial.

- Nós não conseguimos, mediante o site da Fifa, comprar os ingressos, até pela falta de organização do próprio evento - disse o dono da DMX, que garantiu já ter procurado as agências de turismo parceiras para ressarcir o prejuízo:

- Todas as empresas receberam uma notificação informando que iríamos ressarcir todos eles - disse, sendo desmentido pelas parceiras, que fizeram boletim de ocorrência e bloquearam as contas bancárias da DMX na Justiça.

Cajuhy ainda foi acusado, pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Defraudações, Falsificações, Falimentares e Fazendários (Dedfaz), de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, de registrar a DMX em endereço supostamente fictício na avenida Nossa Senhora de Copacabana, 599, no Rio de Janeiro. O empresário, porém, alegou que trata-se da sede antiga da companhia.

- Nós tínhamos um endereço lá, mas quando tínhamos uma fusão com outras empresas. Hoje, nós trabalhamos com home office - disse, revelando não ter sido procurado para prestar esclarecimentos, versão oposta às das autoridades:

- Ninguém me ligou. Eu que estou procurando as autoridades para fazer os esclarecimentos.