icons.title signature.placeholder Guilherme Cardoso
22/11/2013
09:57

11 de fevereiro de 1973. Pergunte para qualquer fã de automobilismo o que aconteceu nesta data. A resposta vai estar na ponta da língua. Afinal, foi nesse dia que Emerson Fittipaldi venceu o GP do Brasil da Fórmula 1, em Interlados. O primeiro triunfo de um brasileiro, logo na primeira prova válida pelo mundial da categoria.

No ano anterior, os pilotos já tinham desembarcado no país. No entanto, a disputa foi um teste e não contou pontos para o campeonato. Na ocasião, o argentino Carlos Reutemann foi o vitorioso.

Fittipaldi, que tinha abandonado a prova em 1972, passou por uma grande provação na temporada seguinte no Brasil. Afinal, tinha acabado de ser campeão mundial e todos esperavam um bom desempenho. E foi isso o que aconteceu.

– Foi em um momento em que eu já era campeão mundial. Vim como campeão. Então, tinha muita pressão, o Brasil todo torcendo... Mas consegui levar tudo isso para o lado positivo. Me deu mais motivção e vontade de performar acima do meu limite – afirmou Fittipaldi ao LANCE!Net.

– Estava pronto para dar o máximo de mim levando toda essa pressão de maneira postiva. Foi uma vitória espetacular. Quando você vive no mundo da Fórmula 1, é legal vencer na sua casa. Você dorme na sua cama e vai para a corrida. Era um sonho – completou o brasileiro.

Realmente, Fittipaldi parece não ter sentido o peso de entrar como favorito. Afinal, após largar na segunda posição com sua Lotus, logo assumiu a dianteira e liderou todas as 40 voltas da prova. De quebra, ainda marcou o melhor volta da disputa.

Festa não faltou após a conquista. Depois de deixar o autódromo, a comemoração se estendeu até a casa do piloto. E contou com a partcipação de membros de toda a equipe.

Depois daquela prova, muita coisa mudou desde então no GP do Brasil. A prova até chegou a ser disputada em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, durante algumas temporadas.

O próprio circuito de Interlagos passou por algumas modificações.

Entre os brasileiros, são nove vitórias. Fittipaldi triunfou novamente em 1974. José Carlos Pace, Nelson Piquet, Ayrton Senna e Felipe Massa são os outros vencedores. Será que a dose vai ser repetida neste ano?

Último triunfo de Senna faz 20 anos

Arquibancada lotada, festa da torcida, espetáculo na chuva e pista invadida após a prova. Essa não é uma previsão futurística para a corrida de domingo. Mas sim um pouco do que aconteceu no dia 28 de março de 1993 no autódromo de Interlagos, na segunda vitória de Ayrton Senna no GP do Brasil.

Tricampeão mundial na época, o brasileiro travava uma árdua batalha contra os pilotos da Williams. Com a McLaren inferior aos carros de Alain Prost e Damon Hill, ele não temia em arriscar para vencer.

Após largar na terceira colocação e ainda receber uma punição durante a corrida, Senna precisou da ousadia para ultrapassar Hill e assumir a ponta na 41 volta. A ultrapassagem é considerada uma das mais espetaculares da história do circuito. Afinal, ele deu um verdadeiro “olé” em Damon Hill.

Depois, foi só segurar a liderança para o fim.e festajar com a torcida, que invadiu a pista de Interlagos. Foi o último triunfo do tricampeão no GP do Brasil da F-1.

CONFIRA UM BATE-BOLA COM EMERSON FITTIPALDI

LANCE!Net: A vitória no Brasil em 1973 foi a mais importante da sua carreira?
Emerson Fittipaldi: Foi uma das mais importantes. É interessante e falo isso em minhas palestras: foi uma das grandes vitórias que já tive. Estava vindo como campeão mundial. Anos antes, estava correndo de moto em Interlagos. Dez anos depois de correr pela primeira vez lá, iria participar de um GP do Brasil. Foi muito legal ganhar com uma Lotus. Fizemos a festa em casa, levei toda a equipe. Ficamos até de madrugada, joguei os mecânicos na piscina.

L!Net: E como foi essa festa?
EF: A festa foi demais. Foi uma comemoração com a família e os amigos. O sentimento foi muito gratificante. Considero um fim de semana excepcional. Teve a cena do Colin Chapman (fundador da Lotus) jogando o boné, um simbolo da época.

L!Net: Qual a importância do GP do Brasil para a Fórmula 1?
EF: O GP do Brasil em Interlagos criou um mito internacional. É um autódrocmo conhecido no mundo inteiro, que está no mapa internacional por causa da Fórmula 1. Quando fizemos a primeira edição das seis horas de São Paulo, ouvi de vários pilotos que era um sonho estar correndo em Interlagos. É o máximo ouvir isso de pilotos estrangeiros. Então, posso dizer que esse autódromo é a meca da Fórmula 1.

L!Net: Você tem duas vitórias no GP do Brasil. Qual o segredo para conseguir vencer em Interlagos?
EF: Tem de acertar o carro. A pista é difícil, tem curvas rápidas, de subida e descida. E curvas lentas.

L!Net: Qual saeu palpite para quem vai vencer a prova no domingo?
EF: A pergunta é: quem você acha que vai ganhar de (Sebastian) Vetttel? Historicamente, as Ferraris conseguem andar bem nesta pista. Vai ser a despedida do Felipe (Massa) da equipe e ele vai estar com muita garra. Se derem um carro bom para ele, acredito que vem forte. Aliás, ele sempre vem com força para disputar essa corrida.