icons.title signature.placeholder Fellipe Lucena e Thiago Ferri
26/11/2014
08:01

O grande trunfo apresentado pela oposição para conquistar o pleito de sábado é a promessa de já ter R$ 30 milhões garantidos para contratações, podendo chegar até a R$ 80 milhões. Tal valor viria do comitê empresarial montado pelo primeiro vice-presidente de Wlademir Pescarmona, Luiz Gonzaga Belluzzo. Para fazer o projeto dar resultados em campo, o estafe do candidato tem como exemplo o elenco do Cruzeiro, atual bicampeão brasileiro.

– O que sabemos é que o Cruzeiro montou este time, sem grandes estrelas, mas com opções escolhidas a dedo, com cerca de R$ 30 milhões. Foi muito bem gasto o dinheiro. O Nobre gastou, e mal – constatou Pescarmona, em entrevista ao LANCE!Net.

De acordo com Marcos Arnaldo Silva, um dos líderes do comitê da oposição, quatro empresas se mostraram interessadas em participar do projeto, e deste grupo viriam os R$ 30 milhões. O valor pode chegar a R$ 80 milhões caso outras quatro interessadas se envolvam no clube.

– Este é um modelo internacional, que se usa pouco no Brasil. Será um valor levado diretamente ao futebol profissional. O Cruzeiro montou o seu time com esses R$ 30, R$ 40 milhões, o que mostra que com nosso valor podemos fazer um bom time, desde que se façam boas escolhas – completou Marcos Arnaldo, ao LANCE!Net.

O clube pagaria tal quantia deixando que as empresas usem a imagem do Verdão e de seus jogadores. O projeto é comparado com aquilo que times europeus fazem, em que se criam relações com empresas, sem ter de ceder espaço em seu uniforme, como um master.

A possibilidade de uma atitude parecida com aquela feita por Nobre, de algum dos empresários ceder dinheiro ao clube, já foi vetada. Tal postura do candidato da situação é motivo de crítica do rival.

– Ele injetou R$ 150 milhões só para fazer custeio. Foi uma bela aplicação. Ele pegou uma dívida a curto prazo e alongou. E vamos ter de pagar – encerrou Pescarmona.

BATE-BOLA - MARCOS A. SILVA MEMBRO DO COMITÊ

De que forma funcionará esse aporte de R$ 30 milhões?
São empresas que querem fazer marketing de relacionamento com o Palmeiras. Elas fazem o aporte, e depois podem usar a imagem do clube ou do jogador em troca.

Será feito assim o pagamento, então? Com a imagem?
Exatamente. O clube tem o direito de imagem sobre o jogador, e pode usá-lo em uma série de coisas. Podem ser eventos ou ações sociais. É um relacionamento. O atleta pode fazer visitas à empresa, e fazer a propaganda. Quando isto aparece nos meios de comunicação, tem seu valor.

E vale a pena para a empresa?
Algumas empresas fazem investimento como na Fórmula 1, em que se coloca o logo no carro. Outras vão em instituições de caridades e doam uma quantia. Nisto também aparece a marca, contribui para a sociedade e gera uma lembrança positiva para esta empresa.

O grupo de empresários já tem tido bons resultados?
Eu, o Marcelo Castelli, Leandro Scabin, o José Carlos Grubisich, o Venilton Tadini e todos do comitê temos network e credibilidade para apresentar a ideia. Não sei se irá vingar em todas as empresas, mas algumas já estão engajadas e outras podem vir nos buscar. A partir do momento que você tem uma arena como o Allianz Parque, a visibilidade será enorme. Com um time competitivo, será potencializado.

Se perder, aceita apresentar este projeto ao Paulo Nobre?
É só o Paulo ligar para o Belluzzo. Se ele autorizar, apresentamos o projeto. Não tem nenhum revanchismo com ninguém. O Paulo é tão palmeirense quanto nós somos, nem mais, nem menos. Divergimos sobre como fazer as coisas, mas queremos manter a campanha em alto nível e dar paz para o time sair desta situação.

*Atualizada às 15h08.