icons.title signature.placeholder Eduardo Mendes
18/11/2014
07:03

Os jogadores da Seleção Brasileira não costumam ficar menos do que uma hora e meia em campo nos treinamentos comandados por Dunga. No domingo, em Viena, o trabalho chegou a durar quase duas horas. Com uma metodologia diferente de trabalho, o técnico inova na preparação e tem resposta positiva do grupo.

Os treinos, além da intensidade, também estimulam o raciocínio em curto espaço de tempo. Até o tradicional dois toques é feito de forma diferente. Em um mesmo treinamento, Dunga costuma aplicar pelo menos quatro atividades distintas. Na Áustria, quando teve quatro dias para trabalhar, não realizou coletivos, porém priorizou aperfeiçoar a velocidade da equipe.

- Se tenho uma Ferrari e vou para a Fórmula 1, não posso treinar com velocidade de um kart porque quando botar na velocidade de Fórmula 1... Futebol é assim. Tem de treinar parecido com o jogo. Se o jogo é rápido, treino também será rápido. Precisa treinar conformar acontecerá no jogo - comparou.

Em 2010, quando dirigiu a Seleção na Copa da África, Dunga contou que deixou um livro com CBF no qual detalhava todos os treinamentos e qual a função de cada um. De lá para cá, estudou, procurou inovar e, mesmo assim, reconhece que precisará variar mais justamente pelo fato de os jogadores conseguirem rapidamente entender o que ele pede.

- O jogador brasileiro é inteligente. Quando se faz um treinamento, ele se adapta rapidamente. Então precisa colocar outra dinâmica para ele se esforçar. Todos os treinos são montados com muito gosto e é tem o objetivo de fazer o jogar pensar sempre. Eu a comissão técnica sentamos, observamos e falamos também com a preparação física para ver a intensidade e o volume. Temos uma programação diária e é impressionante a forma como os jogadores treinam - explicou Dunga.

No último período de jogos e treinos de 2014, os jogadores fizeram questão de ressaltar a qualidade dos treinamentos.

- Cada técnico tem a forma de trabalhar. Os jogadores estão muito felizes com essa forma de trabalhar. A intensidade é máxima e é muita qualidade. No velho bobinho, o pessoal quase não perde a bola. ESSA qualidade do treino faz com que a competição seja muita grande a concorrência para pegar uma vaga até mesmo entre os 23 - comentou Filipe Luís.