icons.title signature.placeholder Carlos Alberto Vieira, Igor Siqueira, Leo Burlá e Michel Castellar
22/07/2014
14:54

A primeira coletiva da segunda passagem de Dunga como técnico da Seleção teve alfinetadas - umas veladas, outras nem tanto - ao trabalho anterior de Luiz Felipe Scolari e Carlos Alberto Parreira à frente da equipe brasileira. A começar pelo clima de otimisto em excesso que foi instalado pela comissão técnica anterior.

- Temos que ser mais compactos, ter mais comprometimento. Temos que ter essa percepção e não achar que vamos ganhar a Copa antes de a Copa acontecer. Não acontece nada antes de acontecer o jogo. O futebol é lindo, maravilhoso, mas antes dos 90 minutos. Depois do jogo, você precisa explicar se você ganhou ou perdeu - afirmou Dunga.

No mês anterior ao início do Mundial deste ano, Parreira declarou que o Brasil estava com "uma mão na taça" por tudo que vinha fazendo fora de campo, que era "o mais importante". 

A relação com a imprensa, com quem Dunga prometeu ter convivência mais branda, também foi assunto e ponto de discordância do treinador em relação ao antecessor. Segundo Dunga, não vai ter essa de papo com um grupo de jornalistas mais próximos, como fez Felipão durante o Mundial.

- Acho que as conversas têm que ser como estão aqui. Com todo mundo, para todo mundo ouvir. Os colegas e torcedores têm que saber quais são as ideias, sugestões. Tudo o que for em prol da Seleção, que não for vantagem individual, vamos considerar. Tudo o que for em prol do futebol brasileiro - completou o treinador.

Apesar da diferença de pensamentos entre os gaúchos, Dunga considera que o trabalho não pode ser todo jogado fora.

- Não precisamos fazer dessa Copa do Mundo terra arrasada, há coisas que podem ficar. A gente viu na Copa que é importante o talento, mas o planejamento também - emendou.