icons.title signature.placeholder Eduardo Mendes
14/11/2014
11:03

Na temporada 2011/2012, Diego recebeu o prêmio de maior assistente da Liga Europa, quando deu nove passes para gols do Atlético de Madrid no torneio. Camisa 10 clássico, o meia do Fenerbahçe vê a posição em extinção não apenas por escassez de novos talentos, mas também pela dinâmica do futebol atual.

E foi no próprio clube espanhol que o jogador percebeu que o organizador do jogo também precisa se adaptar ao jogo de velocidade, especialmente dos times europeus.

- Está ficando cada vez mais difícil encontrar este camisa 10, mas também acho que esse tipo de jogador tem de estar pronto para se reinventar. O futebol moderno pede isso. Sou camisa 10, gosto de estar centralizado e organizar o jogo, mas o Atlético de Madrid teve a necessidade de jogar aberto pelos lados do campo e eu tive de fazer esta função - comentou.

Na temporada passada, quando sagrou-se campeão espanhol, Diego, mesmo deslocado da função característica, concluiu a passagem pelo Atlético de Madrid com 15 assistências.

Apesar das necessidades de variação do jogo, o meia não procura perder a essência dos tempos de Santos por considerar o fato de poucas equipes contarem com o típico camisa 10.

- É fundamental uma equipe ter um jogador que organize o jogo, que possa fazer a diferença com passe. Tenho potencial para isto e procuro dentro de tudo que o futebol exige não perder esta forma de jogar do camisa 10 - destacou.