icons.title signature.placeholder Vitor Pimenta
05/06/2014
18:32

Nesta quinta-feira, Dia Mundial do Meio Ambiente, o Fluminense apresentou, em parceria com o Instituto-E, os resultados de um estudo sobre as pegadas de carbono, que são as emissões de dióxido de carbono (CO2) diariamente, feitos durante todo o ano de 2012 com o time principal e também com as categorias de base, em Xerém. O evento foi apresentado pela diretora do Instituto Nina Braga e por Luiz Carlos Rodrigues, diretor de Desenvolvimento Sustentável do clube.

O presidente Peter Siemsen não compareceu à apresentação e foi substituído pelo vice-presidente geral do Fluminense Ricardo Martins, que falou sobre esta ação pioneira por parte do Tricolor, que já iniciou mudanças no dia a dia a partir dos resultados obtidos.

- O Fluminense, que já tem um histórico de pioneirismo desde o primeiro jogo da Seleção Brasileira, está sendo pioneiro agora em relação a essa questão de sustentabilidade. Montamos uma diretoria de meio ambiente e dentro dessa diretoria criamos um slogan que é o "Fluminense joga limpo", onde nós temos três alicerces. A implantação da coleta seletiva, que já está acontecendo. A de suficiência energética, que já implementado cerca de 60% a nível de suficiência atual e em terceiro plano vem a pegada de carbono, onde concluímos que em 2012 fizemos o nosso dever de casa e estamos trabalhando para 2013 e 2014 tornar a nossa pegada de carbono no mínimo neutra - disse o dirigente.

A iniciativa de incluir o futebol como objeto do Instituto-E foi fruto de uma sinergia entre as duas partes. É o que garante a diretoria Nina Braga, que revelou como foram os contatos iniciais com o clube e de que forma o futebol se encaixou na pauta de sustentabilidade, tão recorrente nos dias atuais.

- Na verdade, foi uma sinergia. Tínhamos o projeto no instituto de calcular as pegadas de carbono de ícones do Brasil. E o diretor de meio ambiente do Fluminense e o Fluminense é um dos poucos, se não o único clube do Brasil, que tem uma diretoria de desenvolvimento sustentável. Esse diretor, o Luiz Carlos Rodrigues soube do nosso trabalho e veio nos procurar. Nós já queríamos fazer algo no futebol por ser um ícone do Brasil e o Fluminense veio no bojo desse projeto. É um projeto absolutamente pioneiro. E no campo onde as categorias de base em Xerém tem muita floresta e eles queriam preservar com essa iniciativa, aquela mata - contou.

Por último, crianças de uma escola municipal do Rio de Janeiro fizeram uma plantagem simbólica de pequenos arbustos da Mata Atlântica na sede do clube. Com a iniciativa do Fluminense, a expectativa é que outros clubes do Brasil invistam no mesmo segmento.