icons.title signature.placeholder Marcelo Braga
28/11/2013
19:16

O dia posterior à tragédia foi de análise e investigações na Arena Corinthians. Desde o início da manhã, agentes do Ministério Público do Trabalho, Ministério do Trabalho e Emprego, da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros e peritos do Instituto de Criminalística iniciaram as inspeções para se descobrir as causas deste acidente.

No dia anterior, o delegado Luiz Antonio da Cruz, titular do 65° Distrito Policial, de Artur Alvim, instaurou o inquérito policial para apurar se houve um acidente ou uma infração penal. Cinco pessoas foram ouvidas: três funcionários da Odebrecht – entre eles o engenheiro civil Eduardo Campos – e dois policiais militares que prestaram os primeiros socorros a Fábio Luiz Pereira e Ronaldo Oliveira dos Santos, que morreram no acidente.

– Estou colhendo testemunhas oitivas preliminares, vou colher novas e depois com os laudos em mãos vou direcionar a investigação. Há uma ansiedade geral para saber se alguém errou, mas a apuração será com os pés no chão – garantiu o delegado, por telefone, ao LANCE!Net.

Peça-chave nas investigações, o operador do guindaste, José Walter Joaquim, de 56 anos, é aguardado para prestar depoimento. A reportagem tentou contato com a Transportes Locar, dona do veículo, mas ninguém foi autorizado a falar.

A Polícia Civil trabalha com três hipóteses para a tragédia: falha humana, problema mecânico na máquina ou instabilidade no terreno. Diante de várias acuções apresentadas por funcionários anônimos, o delegado convoca as testemunhas para ajudar no caso:

– Qualquer operário que quiser ser ouvido, estamos à disposição. O inquérito é público – lembrou ele.

A Arena Corinthians teve confirmada a interdição de 30% da sua área leste, o que corresponde a cerca de 5% do estádio, de acordo com a Defesa Civil. Ainda paralisadas em respeito ao luto pela morte dos dois funcionários, os obras nos demais setores do estádio voltarão na segunda-feira. Enquanto isso, os responsáveis por ela vão solicitar autorização junto à Prefeitura para a execução dos reparos emergenciais na área do acidente. A interdição, portanto, vai durar até o fim dessas obras.

Sindicato garante alerta antes da tragédia em Itaquera