icons.title signature.placeholder Igor Siqueira
17/02/2015
08:11

Um dos nomes mais badalados trazidos ao Fluminense através da agora extinta parceria com a Unimed, o ex-meia Deco falou sobre o fim do casamento entre clube e patrocinador. Na visão dele, o rompimento era questão de tempo.

- Era inevitável isso, mais cedo ou mais tarde iria acontecer. Espero que tanto a Unimed, do meu amigo Celso Barros - que é a pessoa a qual agradeço por ter voltado ao futebol brasileiro - esteja bem, quanto o Fluminense, que me deu a oportunidade. Quero ver o Fluminense bem, independentemente de ter Unimed ou não. Agora é difícil opinar do lado de fora. Nunca estive lá como pessoa dos bastidores, só como jogador. Não sei o momento dos dois lados, mas espero que o Fluminense se reconstrua bem - disse o luso-brasileiro, na Marquês de Sapucaí, onde desfilou pela Imperatriz.

Deco ainda acrescentou que, mesmo com a paixão de Celso Barros pelo clube, uma hora ele teria que repensar o investimento.

- Não existe parceria que dure para o resto da vida. Sempre chega o momento que cada um tem seus interesses. O Celso é louco pelo Fluminense, mas tem outras responsabilidades. Tinha prazo - afirmou.

Aproveitando o gancho, Deco comemorou a permanência de Fred, mesmo após a saída da Unimed.

- Fico feliz, porque o Fred é um símbolo do Fluminense, que é um clube que precisa de ídolos. Acho que ele é um deles. Tive o prazer de ganhar dois brasileiros com ele. Fred tem a cara do Fluminense e gosta do clube - comentou, mostrando alívio em poder curtir o Carnaval sem dar satisfação a clube ou torcedor:

É diferente vir aqui agora, porque eu tinha vergonha. Qualquer evento que tinha muita gente fica complicado. Estou começando a desfrutar, sem a pressão de amanhã ter que treinar. O Carnaval é um evento mundial. Acho que o jogador tem que ter o direito de desfrutar. É diferente ver o outro lado.