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20/03/2014
13:50

Até há bem pouco tempo, Cristiano Ronaldo e Messi, os dois melhores jogadores do mundo segundo a Fifa, e que se enfrentam neste domingo por Real Madrid e Barcelona pelo Espanhol, eram obrigados a ouvir: "brilham nos clubes, mas somem nas seleções". E era até com certa razão. Eles ainda não têm títulos, poucos gols em Copas do Mundo, e são as grandes referências. Mas nos últimos anos já mudaram esses conceitos.

MESSI
Messi até já tem conquista com a seleção argentina, mas não a principal. Estava nas equipes campeãs do Mundial Sub-20 de 2005 e nos Jogos Olímpicos de 2008. Mas no time de cima, ainda não levantou taça. Na verdade, demorou bastante a engrenar. Em sua juventude, entre 2005 e 2010, enquanto desenvolvia-se no Barcelona e tornava-se o melhor jogador do mundo, fracassava. Em suas duas Copas até agora, apenas um golzinho. Foi na de 2006 na goleada por 6 a 0 na Sérvia e Montenegro.

Em 2011, o técnico Alejandro Sabella deu de vez a braçadeira de capitão ao jogador, e então começou a brilhar. No ano seguinte então... Em nove partidas, fez 12 gols. Apenas Batistuta havia conseguido chegar a este número em 12 meses. Chegou até a marcar três contra Brasil e Suíça, além de ter brilhado intensamente contra a Alemanha.

Em campo, assim como no Barcelona, atua livremente. Na seleção, pode até vir um pouco mais de trás, já que tem Higuaín e Agüero na frente. Mas foi justamente quando começou a ter tal posicionamento que começou a brilhar.


CRISTIANO RONALDO
Hoje, Cristiano Ronaldo é o maior artilheiro da história da seleção portuguesa. Quando começou, ainda como coadjuvante de craques como Figo, Rui Costa e Deco, conseguia brilhar. Foi importante nas campanhas da Eurocopa de 2004 (vice) e da Copa do Mundo de 2006 (quarto lugar). Mas as estrelas se aposentaram e a responsabilidade caiu nos seus ombros. De 2008 até o Mundial de 2010, fez apenas dois gols, chegando a ficar 16 meses de jejum. E só foi quebrar na goleada sobre a Coreia do Norte e com um gol meio esquisitio. Na altura, já era o capitão.

O ponto de partida da relação de amor de Cristiano Ronaldo com a torcida foi na Eurocopa de 2012. O time chegou na semifinal, e o craque foi a estrela. Comandou o time nas vitórias sobre Holanda e República Tcheca, e quase conseguiu eliminar a poderosa Espanha, que seria campeã. Já o ano passado...

Marcou 10 gols em nove jogos. Sendo que três partidas são históricas. Contra a Irlanda do Norte, a seleção perdia por 2 a 1, e já nos últimos minutos, a torcida local começou a cutucá-lo, dizendo que "não passava de um Bale mais barato". Marcou três em 15 minutos. Na repescagem contra a Suécia, fez o único gol na ida, em Portugal, e na Escandinávia fez três para tirar Ibrahimovic da Copa.

No atual esquema de Paulo Bento, CR7 joga como no Real Madrid. Cai pela esquerda, mas tem liberdade demais, cai em todos os lados, pode aparecer como centroavante. Enfim, é o dono do time.