icons.title signature.placeholder Renato Rodrigues
19/03/2014
11:03

Bola parada na intermediária, barreira formada e lá vai Orlan na bola... Este deverá ser um dos momentos de tensão para o Corinthians na partida contra o Bahia de Feira, nesta quarta-feira, pela Copa do Brasil, no estádio Joia da Princesa, em Feira de Santana (BA). Aos 18 anos de idade, o garoto "corintiano desde pequeno" é uma das armas feirenses contra o Timão.

No último treino antes do duelo entre as equipes, Orlan cansou de bater faltas no campo esburacado e cheio de pedras do CT. Apesar de todas as dificuldades, guardou a bola no ângulo diversas vezes.

- Eu sou o batedor oficial de faltas do time desde o sub-20. Eu acabei de subir para o profissional e venho treinando muito para melhorar. Acho que só vou virar um especialista se ficar sempre aperfeiçoando. A gente faz até aposta com os goleiros no treino. Apostamos uma coca. É algo pequeno, mas deixa a disputa com eles mais acirrada. Aí fica mais séria a coisa (risos) - conta o jovem, ao LANCE!Net.

Se por um lado o pé está calibrado, por outro o lateral estará com o coração apertado. Ciente que um gol contra o poderoso Corinthians pode mudar sua vida para sempre, ele não vê a hora de entrar em campo e passar pelo "melhor momento de sua vida".

- Para mim, que sou corintiano, vai ser o melhor momento da minha vida. Eu sou corintiano desde muito pequeno, minha família toda também torce pelo Timão. Só que na hora do jogo eu vou ter que deixar esse sentimento de lado, vou ter que deixar o torcedor de lado e ajudar a minha equipe. Queremos muito vencer - disse ele.

Quando tiver a chance de acertar o gol paulista, no entanto, o garoto terá Cássio pela frente. Segundo ele, será uma honra marcar em um goleiro que lhe deu tantas alegrias como torcedor nos últimos anos.

- É um sonho de todo garoto fazer um gol no Corinthians. Eu tenho 18 anos só, ainda tenho muito que aprender. Se eu fizer um gol no Cássio eu vou ficar muito honrado. Ele trouxe o título Mundial para o Corinthians. Eu estava aqui no interior da Bahia, acordamos todos bem cedo para preparar a festa, eram 5 horas da manhã... Graças a ele e ao Guerrero comemoramos muito naquele dia. É muito legal agora poder enfrentar eles - afirmou.