icons.title signature.placeholder Renato Rodrigues e Rodrigo Vessoni
12/04/2014
12:05

A limpa no elenco do Corinthians ganhou mais um capítulo com a liberação de Emerson Sheik para o Botafogo. Mesmo diante do acordo de pagar metade do salário do atacante, a diretoria de futebol conseguiu enxugar ainda mais a folha salarial. Uma economia que vai abrindo espaço para novos contratados.

Com a saída do herói do título da Libertadores, a cúpula alvinegra chegou a quase R$ 1,5 milhão/mês a menos, em comparação à folha de pagamento da temporada passada que beirava os R$ 9 milhões. O camisa 11 se junta a Alexandre Pato, Douglas, Paulo André, Ibson, Edenilson (este vendido), Maldonado, Vitor Júnior e Zizao. Os valores vão de salários mais modestos até um dos maiores do elenco. Os que chegaram em 2014 “preencheram” a diferença.

– Precisávamos replanejar e executar as alterações, oxigenando um elenco que já era qualificado. Fomos tirando o investimento que era feito em alguns jogadores não utilizados para trazer aqueles que julgamos mais fundamentais nesta reformulação – explicou o diretor de futebol, Ronaldo Ximenes, ao LANCE!Net.

Mesmo com alguma dificuldade financeira no início deste ano, a diretoria do Timão realocou o orçamento conforme as necessidades do elenco apontadas por Mano Menezes. O técnico é um dos que também contribuiu para todas as mudanças recentes.

Com as chegadas de Jadson, Luciano, Uendel, Fagner, Ferrugem,  Petros e até Elias – o mais caro de todos –, o Corinthians ainda conseguiu manter a “economia” no azul, já que o salário de todos juntos chega a cerca de R$ 1,1 milhão. Com isso, restam R$ 400 mil/mês, que devem ser investidos em atacantes, posição mais carente no elenco alvinegro neste ano.

A reformulação de um Timão que ganhou praticamente tudo nos últimos anos começou com a saída de Tite. Após poucas rodadas do Paulistão, Mano e diretoria chegaram à conclusão de que as mudanças deveriam ser mais bruscas. Desde então, todos trabalham neste sentido.

ENTENDA A ECONOMIA COM A REFORMULAÇÃO:

Alexandre Pato - R$ 800 mil (ainda paga R$ 400 mil)
Douglas - R$ 300 mil (ainda paga R$ 150 mil)
Paulo André - 200 mil (não paga mais nada)
Ibson - 200 mil (não paga mais nada)
Edenilson - 120 mil (não paga mais nada) + R$ 11 milhões que entrou
Maldonado - R$ 50 mil (não paga mais nada)
Vitor Junior - R$ 120 mil (ainda paga R$ 60 mil)
Zizao - R$ 25 mil (não paga mais nada)
Emerson Sheik - 520 mil (ainda pagará 260 mil)
Rodriguinho - R$ 140 mil (não deve pagar mais nada)

QUEM CHEGOU:

Uendel
Reforço vindo da Ponte, não tem salário tão alto. Se comparar com a média do elenco, custo é intermediário.

Fagner
Veio para ser titular. Não chega a ser um dos mais caros, mas por ter vindo da Europa também não é barato.

Ferrugem
Outro recém-chegado da Ponte Preta, recebe salário baixo nos parâmetros do Corinthians. Custo de empréstimos foi de R$ 600 mil.

Bruno Henrique
Outro que veio como aposta e não ganha nada fora do normal. Mesmo assim, convenceu com boas atuações.

Elias
É o mais caro de todos contratados. Chega com expectativa de ser protagonista e um dos líderes desta reformulação do Corinthians.

Petros
Aposta do Paulistão, também chega como salário bastante baixo.

Jadson
Rodado, também tem vencimentos mais caros. Até então tem resolvido e fazendo jus ao que recebe.

Luciano
Chegou como desconhecido e uma aposta para o futuro. Apesar de promissor, recebe salário baixo.

BATE-BOLA

Ronaldo Ximenes, diretor de futebol do Corinthians, ao L!Net:

A pressão da torcida por uma reformulação cresceu após a temporada passada?
Ano passado fomos campeões da Recopa e do Paulista. Fomos eliminados de maneira injusta da Libertadores. No Brasileiro não tivemos uma campanha como esperada. Mas a pressão que aconteceu no ano passado, também continua nesta temporada. É natural. E não é só pressão externa, é também interna. Trabalhamos forte para montar uma base forte para voltar a brigar por títulos.

O fato de não estar na Libertadores diminui o orçamento?
Não tem muita relação. Precisamos ter um time competitivo que busque títulos e volte para a Libertadores. Para voltar, tem de estar no topo, ser campeão... Para isso precisamos de um time forte. E um time competitivo é caro.

Acha que a reformulação começou muito tarde?
O departamento foi muito bem conduzido pelo Roberto de Andrade e Duílio Monteiro Alves, tanto na gestão do presidente Andrés Sanchez quanto agora com o Mário Gobbi. Não acho que atrapalhou ou está atrasado. É um processo necessário. Diretoria e  comissão técnica, como um todo, viu a necessidade de mudar.