icons.title signature.placeholder Bruno Andrade e Rodrigo Vessoni
07/11/2013
07:10

A diretoria do Corinthians definiu o preço mínimo para negociar Alexandre Pato com o futebol europeu: 12 milhões de euros (equivalentes, hoje, a cerca de R$ 36 milhões). Conforme o LANCE! revelou em 25 de outubro, a postura indolente após o pênalti perdido contra o Grêmio queimou o filme do atacante com a diretoria alvinegra, que não fará esforços para mantê-lo na próxima janela de transferência, em janeiro/14.

Na transferência do Milan (ITA) para o Corinthians, no início deste ano, Pato assegurou 40% dos seus direitos econômicos para compensar o salário inferior ao recebido na Itália – clube ficou com os outros 60%. Sua contratação, acertada verbalmente ainda em 2012, foi oficializada após um acordo entre os clubes de 15 mi de euros (na época, R$ 40 mi).

Agora, há dois caminhos para que o Timão consiga obter esse valor mínimo estipulado pela diretoria alvinegra, criticada por um especialista em marketing esportivo. O primeiro é conseguir uma oferta maior, na casa de 20 milhões de euros. Neste caso, o Corinthians ficaria com os 12 milhões de euros desejados (equivalentes a 60% dos direitos) e o atacante abocanharia outros 8 mi de euros.

Veja os gols de Pato, contestado camisa 7 do Corinthians

O outro caminho viraria necessidade em caso de uma oferta igual ou inferior àquela que o tirou do Milan, de 15 milhões de euros. Ele teria de abrir mão de parte ou do total de seus direitos. Exemplo: se chegar proposta do mesmo valor, Pato abriria mão da metade dos seus 40%. Nesse caso, com 80%, o Corinthians chegaria aos mesmos 12 mi de euros, ficando os outros 3 mi para o jogador.

Vale lembrar que, mesmo em baixa no Brasil, o Tottenham (ING) enviou uma oferta de 15 milhões de euros ao Timão no último dia da janela de transferência do mês de agosto, mas o Corinthians rejeitou. Apesar da negativa, os Spurs prometeram fazer nova proposta em janeiro, que seria entregue pelo empresário Giuliano Bertolucci, com trânsito nos principais clubes europeus. Além do Tottenham, a imprensa internacional especula que Arsenal (ING) e Besiktas (TUR) têm interesse no camisa 7.

Caso tenha sucesso na venda de Pato, a diretoria já definiu o principal alvo para reforçar o ataque: Leandro Damião, do Internacional.

Confira as maiores transferências da história do Corinthians

Paulinho, volante, para o Tottenham (ING), em agosto deste ano, por R$ 59 milhões.

William, meia, para o Shakhtar Donetsk (UCR), em meados de 2007, por R$ 30 milhões.

Jucilei, volante, para o Anzhi Makhachkala (RUS), em 2011, por R$ 22 milhões.

Marquinhos, zagueiro, para a Roma (ITA) e, depois, PSG (FRA), em 2013, R$ 20 milhões.

Cristian, volante, para o Fenerbahçe (TUR), em 2009, R$ 19 milhões.

Dentinho, atacante, para o Shakhtar Donetsk (UCR), por 2011, R$ 16 milhões.

Elias, volante, para o Atlético de Madrid (ESP), em 2010, R$ 15,8 milhões.

Alex, meia, para o Al Gharafa (EAU), em 2012, por R$ 14 milhões.

Camisa 7 está perto de ser artilheiro da temporada

Alexandre Pato virou sinônimo de pressão e xingamentos do torcedor corintiano. O noticiário em torno do atacante é negativo, isso sem levar em consideração a situação na equipe, na qual amarga a reserva de um meia improvisado em seu lugar. Mas essa situação não está bem representada na tabela de artilheiros do elenco neste ano.

Com 16 gols marcados em 2013, o atacante é o vice-artilheiro, ficando atrás apenas de Guerrero, que marcou 18 vezes. Para se ter uma ideia, quem mais se aproxima de Pato tem dez gols a menos: Romarinho, Danilo e Paulinho. Sim, o volante que já está na Europa há três meses ainda é o terceiro que mais fez gols do elenco corintiano – trio fez seis gols no ano.

Vale lembrar que, apesar de ter dois gols a menos do que Guerrero, o camisa 7 teve bem menos chance de marcar. Enquanto o peruano atuou por 3.556 minutos, Pato esteve em campo 2.639 minutos. Reserva na maioria das 52 partidas que disputou pelo Corinthians, o jovem atacante terminará a temporada com melhor média de gols/minuto.